quarta-feira, 6 de abril de 2011

Coordenadores do Aprendiz/Niterói visitam as atividades da ONG Orquestrando a Vida.


A Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil recebeu a visita dos coordenadores do Projeto Aprendiz de Niterói, uma iniciativa da prefeitura dessa cidade que, através de atividades sócio-artísticas, principalmente no âmbito musical, promove a inclusão social e a valorização dos alunos pertencentes a diversos polos espalhados pela cidade e cediados em escolas. Uma filosofia muito semelhante a que utilizamos nas nossas atividades e que, ultimamente, vem sendo muito divulgada na mídia em geral e praticada, cada vez mais, por instituições do terceiro setor.
A visita teve a principal intensão de aprofundar os conhecimentos a respeito da aplicação do sistema de orquestras infantis e juvenis, visando um intercâmbio de conhecimentos e reextruturação do projeto niteroiense.
Todos ficaram impressionados com o que viram, tanto em relação a qualidade quanto a metodologia utilizadas no treinamento dos jovens músicos, porém, o que mais chamou a atenção dos visitantes foi o entusiasmo e o amor com o qual o trabalho é desenvolvido, como ressaltou a soprano Grace Costa, coordenadora recém empossada.

"Fiquei impressionada com tudo o que vi: o bom aproveitamento de toda possibilidade de espaço físico para acomodar alunos e professores, a fim de que se possa dar a oportunidade de estudo e convivência ao maior número possível de crianças e jovens em um ambiente que contagia a todos com música...A oportunidade destas breves horas de convivência confirmaram que apesar de todas as dificuldades, principalmente financeiras, quando se tem conhecimento e amor pelo que se faz, o processo de aprendizagem se realiza com qualidade e, o mais importante, resgatando e transformando vidas!"

"...quando voltei à Campos, senti aquela mesma alegria juvenil, agora alimentada não só pelos olhos de vocês mas por uma explosão de sons: acordes, escalas, timbres, dinâmicas, energia vinda de centenas de crianças e jovens que pouco a pouco são transformados em virtuosos instrumentistas, que desenham as sinfonias com seus movimentos precisos e com a convicção de que fazem o melhor para si e para o mundo.
Queridos amigos, devo confessar que estou em êxtase até hoje e que nenhuma palavra escrita ou dita, dará a dimensão do que testemunhei. Vocês realmente estão ORQUESTRANDO A VIDA."
Declara a violoncelista e maestrina, Neriza Aldrighi.


domingo, 3 de abril de 2011

Abertura da temporada de concertos em Abril.



Será aberta, no próximo dia 09, a temporada de concertos/2011 da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil, com a apresentação da Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino na Igreja São Francisco às 20h.

Nessa oportunidade, estarão atuando como convidado especial, o "Brazilian Pipe", um dos únicos grupos de gaitas escocezas no Brasil, trazendo um aspecto curioso e folclórico à programação. Esta é a segunda oportunidade que os dois grupos se encontram, a primeira em Junho de 2010, reservou grandes surpresas e certamente esta não será diferente. O Brazilian Pipe é dirigido pelo maestro José Paulo Pereira Filho.

O concerto faz parte da Série Sinfônica que, nesta temporada, está composta por sete apresentações e contando com a presença de agrupamentos e solistas convidados para performances conjuntas com a orquestra . Na temporada anterior, além do “Brazilian Pipe”, a orquestra campista recebeu a soprano Neti Szpilman, o tenor Max Wilson, a Orquestra Brasileira de Harpas, dentre muitos outros amigos musicais que, em clima de parceria, abrilhantaram os concertos com performances inusitadas.


A ONG Orquestrando a Vida, entidade sem fins lucrativos que mantém e administra as atividades da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil, prevê quatro séries de concertos para a temporada/2011. A Série Sinfônica, protagonizada pela Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino, a Série Purac, com a Orquestra de Câmera Maestro David Machado e Projeto "Banda na Praça" e a Série Música na Escola


A atuação da ONG junto à comunidade campista é algo relevante e inovador que abrange, desde os procedimentos de socialização através das práticas musicais sinfônicas até o treinamento e a formação de jovens visando uma futura atuação profissional. A programação tem a direção geral do Mo. Jony William Vianna e artística do Mo. Luis Mauricio Carneiro.





Serviço:
Data: 09/04/2011 Local: Igreja São Francisco
Av.13 de Maio s/n
Centro/Campos dos Goytacazes—RJ



segunda-feira, 28 de março de 2011

O sucesso do projeto "Banda na Praça" foi inevitável...

Na última quinta-feira (24/03) foi aberta a Temporada/2011 do projeto "Banda na Praça", mas uma das programações promovidas pela ONG Orquestrando a Vida, com o principal objetivo de divulgar uma das suas vertentes musicais, além de proporcionar a prática da performance aos integrantes do grupo.
A programação foi protagonizada pela Banda Sinfônica Hermes Cunha e o local, o Jardim Maria de Queiroz ou, tradicionalmente conhecido como "Jardim do Liceu", um dos pontos mais tradicionais e belos da cidade, com ávores muito antigas, belos canteiros de flores, plantas  e um coreto típico.
O grupo se apresentou com muito sucesso, afinal, como tradicionalmente em muitas cidades do interior brasileiro, as bandas musicais exerceram um papel pontual em toda a cultura e sua divulgação, não foi diferente na cidade de Campos.  Na realidade, o projeto promove um retorno ao passado, quando as pessoas costumavam ir às praças e ouviam as bandas tocarem...
Outras programações nesse formato estão previstas no decorrer do ano e a banda estará se apresentando em outras praças campistas.

terça-feira, 22 de março de 2011

Lançamento do Projeto Banda na Praça


A ONG Orquestrando a Vida lança nesta quinta-feira, dia 24/03, às 17h30min, em frente ao Colégio Liceu de Humanidade de Campos o Projeto Banda na Praça com a Banda Sinfônica Hermes Cunha da própria ONG. Este projeto tem uma programação com regularidade bimestral e os locais utilizados serão as praças da cidade.

A Banda Sinfônica Hermes Cunha é composta por 48 adolescentes inseridos na faixa etária dos 12 aos 17 anos que, através da prática regular e das apresentações, aprimoraram seus conhecimentos técnicos e artísticos.

Tendo como maestro titular o professor Eduardo Lourenço Rangel, a Banda recebe o nome do campista e músico-cantor Hermes Cunha a partir deste ano de 2011, homenageando um grande incentivador da cultura musical de nossa cidade.

O repertório será composto de peças conhecidas do grande público:

Dobrado Janjão- Música: Joaquim Antonio Naegele; Peacemaker, Música: Karl King e Arr. James Swearingen; Centuria Overture For Band- Arr. James Swearingen; Morricone For Band Morricone – de Mey Flaschback e Arr. Paul Murtha

A Banda Sinfônica Hermes Cunha se apresentará ainda este mês dentro do Encontro de Maestros de Banda da Região Norte e Noroeste do Estado do Riode Janeiro, além do Encontro de Bandas em Leopoldina – MG.

Segundo o maestro Eduardo Lourenço, "´...é uma alegria muito grande estar participando de encontros de bandas e de projetos nas praças e estar dividindo a alegria, o talento e a energia das crianças da ONG com do público. Além de estar levando o nome da nossa cidade para outras cidades brasileiras".

A direção geral é do maestro Jony William, direção artística do maestro Luis Mauricio Carneiro e direção musical do maestro Eduardo Lourenço.

domingo, 20 de março de 2011

Academia de Orquestras investe na formação de novos maestros.

O ano de 2011 iniciou com muitas propostas e metas para  a Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos, não somente no que está relacionado ao repertório abordado pelas orquestras que integram o projeto, mas principalmente, pelo investimento na formação dos jovens visando, em um futuro próximo, a ampliação das atividades educacionais e musicais.
O principal trabalho desenvolvido pela Academia está diretamente relacionado à formação e manutenção de orquestras infantis, juvenis e jovens em suas diversas configurações, para tanto, tem sido fundamental promover e motivar o estudo da regência, o que permitirá a expansão imediata de todo o processo educacional.
"... a classe de maestros tem sido uma experiência muito gratificando, em meio a todas as outras atividades que realizamos em nosso projeto, foi surpreendente ver o interesse de tantos jovens, quando lançamos a idéia e comunicamos nas orquestras que, a partir de 2011 estaríamos implantando essa atividade, vimos muitos interessados buscando informações e se habilitando.  Em princípio, avaliamos ser, em grande parte, curiosidade de adolescentes e que, com o tempo, muitos desistiriam.  Bom! Não é o que estamos constatando e isso tem se tornado mais interessante, porque observamos os alunos participantes perguntando e nos observando na condução dos ensaios e avaliando a forma com a qual regemos as orquestras, isso é realmente maravilhoso!
Muitos talentos já estão surgindo e é possível perceber  que, mesmo os mais tímidos, possuem uma liderança interior e exprimem seus desejos musicais e artísticos com propriedade..." relata o maestro Luis Mauricio Carneiro.
O ambiente não poderia ser mais propício ao aprendizado, a compreensão e o aprimoramento de uma arte tão complexa quanto a regência, o núcleo campista possui diversas orquestras e instrumentistas, o que possibilita manipular e perceber as nuances da linguagem gestual com maior eficiência.
As classes têm funcionado com regularidade e a turma, com dezesseis alunos, vem sendo orientada através do trabalho em parceria dos maestros Luis Mauricio Carneiro e Marcos Rangel, em breve, teremos novos maestros e maestrinas atuando na condução dos concertos promovidos pela ONG Orquestrando a Vida, em sua vertente educacional, a Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Angelo Grillo deixa sua marca em Campos


Um cidadão do mundo sempre carrega uma grande bagagem. Não malas, sacolas ou bolsas, mas memórias. Angelo Grillo, chegou ao Brasil com uma bolsa de roupas e seu clarinete, para um congresso de músicos. Deixou o país neste domingo, porém, levando mais do que isso. Levando histórias que se juntam ao já grande repertório de um jovem ousado, que deixou seu país de origem para aprender outra língua e uma profissão, mas que, no meio do caminho, criou uma banda de rock, viajou pelo leste europeu e chegou mesmo a fazer sucesso. Já homem, porém, esse jovem, que em seus tempos de guitarra flertava com jazz e administrava crises internacionais com os colegas do grupo, descobriu no instrumento que imortalizou o jazzista Artie Shaw sua nova paixão e na música erudita, o canal para expressá-la. Viajando e viajando, chegou até as salas de aula da ONG ORQUESTRANDO A VIDA, onde ensinou e aprendeu.
DEDICAÇÃO

Nascido na Sardenha, ilha do mediterrâneo pertencente à Itália, Grillo era de família humilde. A mãe trabalhou para se formar médica e o pai, ainda encontrava tempo para trabalhar como voluntário junto a viciados em entorpecentes. Mesmo, a vida difícil, porém, não privou o Angelo e a irmã da cultura. E a música, veio como conseqüência, embora quase por acaso.

— Lembro que ainda muito pequeno, minha mãe me levava ao teatro, não sem algum sacrifício. Quando estava doente ou caía de cama, ela colocava Beethoven e Bach, para que eu pudesse melhorar. Assim, fui tomando gosto pela arte. Mas meu início na música aconteceu quando meu avô paterno comprou um teclado pequeno, porque havia colocado na cabeça que queria aprender a tocar. Ele, porém, não se deu bem com as aulas e acabou encostando o instrumento. Um dia, quando minha mãe entrou em meu quarto, eu estava tocando a música de uma propaganda. Tirei de ouvido. Então, me disse que devia estudar — relembra Grillo, que toca, ainda, piano e bateria.

Como sua cidade natal era pequena e não possuía conservatório, Angelo acabou se afastando, enquanto músico, das peças eruditas. A guitarra tornou-se não apenas objeto de aprendizado, mas meio de se aproximar de outros adolescentes. Quando foi para a Escócia, aos 18 anos, montou, junto de dois alemães, um francês, um inglês e um espanhol o Terminal Blue.

— Fui para a Escócia estudar enfermagem, pois descobri que lá havia bolsa para todos os alunos. Contou, também, para a escolha do curso a experiência de meu pai como voluntário e de minha mãe, como médica. Juntei-me a outros imigrantes e montamos o Terminal Blue. Era engraçado, pois, como cada um vinha de um país, tínhamos que administrar nossas idéias e vontades, a fim de chegar a um som coeso. Viajamos por quase toda a Europa Oriental e acabamos fazendo sucesso Lituânia e na Eslováquia. No fim, porém, a banda se separou, pois tínhamos objetivos diferentes: para os meus companheiros, a banda era um passa tempo entre os estudos que lhes dariam as profissões que sempre quiseram. Para mim, a música era a finalidade do meu esforço. Queria viver da música e achava que, para isso, tinha que ser famoso.

E foi cinco anos depois de embarcar para Edimburgo, na Escócia, que Grillo descobriria o instrumento que o possibilitaria realizar seu sonho.

— Aos 23 anos, descobri o clarinete. Minha irmã havia ganhado um de presente de natal de meu pai. Peguei, comecei a brincar. Em duas semanas tocava melhor que ela em seis meses, por já ser músico. Ela deixou o instrumento comigo e comecei a me dedicar. Pensei, “agora vou estudar sério”. Assim, parti para Barcelona, onde fiz conservatório. Quando terminei o curso, dei um basta. Queria música e não trabalharia mais de enfermeiro. Cheguei a tocar na rua, que é um ótimo termômetro para sua habilidade. Se você ganha dinheiro é porque está trocando bem — afirma Grillo, que, depois, se mudou para as Ilhas Canárias, onde integrou uma orquestra por três anos.

Foi quando decidiu vir ao Brasil, para um congresso de músicos em Curitiba, que Grillo, conhecedor apenas do samba e da bossa nova, cruzou o caminho das crianças de Campos.

— Em Curitiba, conheci Sarah, professora de flauta da ONG, e Marcos, maestro. Fomos juntos às oficinas, travamos amizade e acabamos tocando na orquestra formada ao fim do evento. Como trabalhei com crianças lá em Barcelona, resolvi vir a Campos — diz Angelo, que relembra com carinho aquela memória que passará a integrar a sua bagagem de andarilho do mundo. — Nunca me esqueceria da vontade de aprender dessas crianças. O primeiro é a vontade de criança de aprender. Estou acostumado a dar aulas para crianças ricas européias, que não têm dificuldade de estudar. Porém, aqui, há aqueles que não têm nada, nem mesmo o instrumento. Tem de usar o da escola. Mas há sanha enorme por conhecimento. Não tinha que falar nada duas vezes. Fala a primeira e eles faziam. Então, é surpreendente. Conduzi um concerto de Tchaikovsky e foi muito bonito.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ORAVI precisa de espaço

Tudo tem um prazo de validade, inclusive o espaço. Embora tenha um vasto calendário programado para 2011, incluindo duas séries de concertos, uma na histórica Igreja São Francisco e outra na Igreja da Lapa, ambas em Campos, que acontecerão ao longo do ano; a vinda de duas novas missões da Conservatório Andino de Fomento (CAF) e a abertura de uma nova orquestra, que será composta por cerca de 150 crianças, a ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) começa a ficar sem espaço para abrigar os mais de 1,2 mil alunos que atende atualmente.

Instalada há 15 anos em um antigo casarão na Avenida Alberto Torres, a ORAVI ocupa espaço cedido pelo CCMC, que cuida de todas as expensas da instituição relacionadas ao imóvel, como água, luz, telefone e aluguel. Com 23 corais, seis orquestras sinfônicas, duas bandas sinfônicas e a possibilidade de aumentar esse número em breve, o prédio se torna cada dia menor, o que vem causando uma série de problemas.

— Através da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil contribuímos para a profissionalização e socialização de centenas de crianças e jovens entre 7 e 19 anos, através de um ensino musical de alto nível. Atendemos moradores de abrigos de nossa cidade, bem como moradores da periferia. A ORAVI tem, hoje, uma fila de espera de mais de dois mil candidatos a alunos, oriundos de famílias que esperan ansiosamente ver seus filhos contemplados. Entretanto, infelizmente, não temos espaço e nem instrumentos suficientes para continuar a acolher essas pessoas sem comprometer o ensinamento dos demais. Estamos prontos para crescer, mas nos falta um local que seja capaz de acompanhar esse crescimento — diz Jony William Vianna, diretor da ORAVI.

Segundo o professor de violoncelo e diretor financeiro da instituição, Charles William, a superlotação faz com que os alunos tenham de ter aulas em locais improvisados, como corredores e salas que anteriormente serviam a outros objetivos.

— Não há número de salas suficiente para abrigar todos os turnos de aulas de cada instrumento que ensinamos. Por isso, somos obrigados a ministrar aulas em corredores e dividir salas, o que acaba gerando transtorno de horário. Até a sala de espera teve de ser desmontada para virar sala de aula. São, atualmente, cerca de 20 turmas desalojadas.

Dessa forma, as limitações físicas começam a se impor sobre as possibilidades da instituição.

— Sabemos o que queremos e onde queremos levar nossos jovens. Trabalhamos incansavelmente para dá-los um futuro brilhante. Sonhamos com uma Campos semeada de orquestras, bandas e coros. A dor de ver tantas crianças e jovens disprivilegiados é enorme e não podemos nos acomodar diante desse quadro — justifica, Jony, a luta.

Cadastrada no Ministério da Cultura, a ONG, que foi agraciada, no fim do ano passado, com o título de utilidade pública está apta a receber financiamentos através da Lei Rouanet de incentivo à cultura, de forma que pessoas físicas e jurídicas podem colaborar com o prosseguimento desse trabalho.

— Pedimos aos nossos governantes, aos empresário e cidadãos de Campos que ajudem a construir um futuro melhor para essas crianças. Ajudem a conquistar um local que seja adequado aos seus estudos e digno daquilo que só existe para eles, que é a Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil — apela Jony.

Curso de Formação de Monitores e Maestros 2011


A ONG Orquestrando a Vida se preocupa com o futuro, preparando monitores e maestros através de encontros e reuniões e reciclagens. A preocupação está em formar as pessoas para atuarem no campo técnico, pedagógico, artístico e social, focando a relação professor e aluno. São mais de vinte e cinco monitores e maestros que se preparam para o campo de trabalho, entendendo a necesidade de dominar as técnicas instrumentais de forma aprofundada, mas que tão importante quanto esse aspecto, está a capacidade de lutar para superar as dificuldades que cercam a realidade do projeto. Nosso maior lema é a multiplicação. Multiplicar nossas atitudes positivas, nossos conhecimentos, nossas experiências, nossa cumplicidade, enfim, alcançar milhares de pessoas através da música, distribuindo oportunidades de crescimento e de auto-conhecimento.
Entender esta filosofia de trabalho é fundamental para a formação de um monitor e futuramente, um professor da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil, não basta somente ser músico, tem que ser mutiplicador.
A direção artística pedagógica prepara muitos outros encontros temáticos para o ano de 2011, nos quais, todos os monitores terão a oportunidade de amadurecer através do contato com os professores, maestros e líderes.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Venezuela celebra o 36º Aniversário da FESNOJIV

O Sistema de Orquestras e Coros Juvenis e Infantis da Venezuela, fundado pelo Maestro José Antonio Abreu, comemora mais um ano com fé firmada na possibilidade de superação das crianças e jovens através da música. São 36 anos de sinônimos da palavra inclusão e de partituras cheias de esperaça; são 36 anos de um apostolado cujos frutos se multiplicam para semear o futuro.
2010 foi um ano de muito crescimento para o sistema, evidenciado pela multiplicação dos núcleos de ensino que existem em várias partes da Venezuela. Todos os núcleos espalhados pelos estados venezuelanos estão preparando concertos e atividades para celebrar os 36 anos em diferentes palcos, transformando cada comunidade em uma grande família unida através da música.
Os músicos que integram as orquestras: Sinfônica da Juventude Venezuelana, Sinfônica Juvenil Tereza Carreño, Orquestra Juvenil de Caracas, Ensamble de Metais, Orquestra Sinfônica Nacional Infantil, que ultimamente tem sido notícia dentro e fora do pais, se formaram dentro do sistema e agora dividem o ensinamento em todos os núcleos situados em todos os estados da Venezuela.
No momento existem 280 núcleos espalhados por toda a Venezuela e em cada um deles existem diferentes orquestras pré-infantis, infantis, jovems, além dos grupos corais. Cada estado tem uma orquestra estadual infantil, jovem e um coro, integrados por músicos selecionados dos diferentes núcleos existentes.
A partir de fevereiro, cidades, casas, igrejas, praças, organizações educativas e culturais, serão palco de uma grande festa musical que será comemorada em todo o pais, com diferentes ritmos, a festa do sistema de orquestras e coros infantis e juvenis da Venezuela.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ORAVI está com inscrições abertas para 2011



Sempre quis aprender canto? Sonha tocar algum instrumento? Tem paixão pela música? Deseja iniciar estudos que podem guardar a chave de seu futuro profissional? Quer que seu filho aprenda a tocar e a cantar? Então venha conhecer os cursos da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC). São diversas vagas abertas para o período letivo de 2011, tanto para orquestras quanto para coros. As inscrições, destinadas a crianças e jovens entre 7 e 17 anos, se iniciam dia 16 de novembro. Os interessados devem procurar a secretaria do CCMC, situada à Avenida Alberto Torres, número 223, centro. Mais informações através do telefone (22) 2722-3630. É o mundo da música ao alcance de todos.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Professores vêm de longe dar aulas para alunos carentes na ORAVI



O desejo de ajudar ao próximo e oferecer um futuro melhor para crianças carentes une não apenas músicos e professores campistas. E uma prova de que solidariedade não tem fronteiras e que boa vontade torna grandes distâncias um mero detalhe é a dedicação dos professores paulistas Angelino Bozzini e Diocles Silva, o Feijão, aos alunos da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL (CCMC). Segundo eles, as muitas horas em um ônibus para ir e para voltar são plenamente recompensadas.

DAR E RECEBER

Nascido em São Paulo, capital, o professor de trompa Angelino Bozzini, de 53 anos, atuou, entre outras, nas Orquestras Sinfônicas Jovem e Municipal de São Paulo, na Orquestra Sinfônica daquele estado e na Orquestra Sinfônica de Guarulhos. Na Alemanha, integrou a Landastheater Orchester e a Akademie Orchester. Foi parte do sexteto de trompas Grupo Álamo, esteve nos projetos Pró-Bandas, da Funarte, e no Guri. Recebeu convite para integrar o corpo docente da ORAVI há cinco anos. Angelino vê no trabalho não apenas formação profissional, mas, também, preparação para a vida.

— Acredito que o trabalho desenvolvido pela ORAVI tem uma dimensão muitas vezes maior do que aquela que salta à vista em um primeiro momento. Além da educação e formação musical de alto nível, há a influência decisiva no processo de socialização de cada aluno, bem como na formação de sua personalidade — diz, acrescentando: — Um aluno que passa pelo sistema da ONG torna-se, além de um músico muito bem preparado, um cidadão íntegro e uma pessoa conectada com a vida e com perspectivas de desenvolvimento pessoal, muito além do estado de carência em que lá ingressaram.

Já Diocles, de 49 anos, é natural de Alumínio, também em São Paulo, e dá aulas de contrabaixo aos alunos campistas. Tocado junto de grupos como as Bandas Sinfônicas de Cubatão e Tatuí, a Camerata Jovem de São Paulo, a Jazz Sinfônica e Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Atualmente, trabalha com a Cia. Minaz. Há três anos na ORAVI, Feijão compartilha da visão do companheiro.

— Vejo um trabalho de alto nível da diretoria e dos professores na formação de músicos e cidadãos. É gratificante fazer parte disso, porque a ONG vem desenvolvendo um projeto único e diferenciado na formação dos alunos. É aqui que colho os resultados do ensino musical e há sempre uma troca de informação entre professor e alunos. Não tem preço, ver essas crianças tendo acesso a um excelente trabalho!

Dessa vez, é Angelino quem faz eco.

— De fato, é extremamente gratificante. Se fosse estivesse no meio da Selva Amazônica, eu iria com o mesmo prazer! Existem momentos em que me pergunto quem ajuda quem. O meio da música profissional anda muito contaminado pelas idéias nocivas do neoliberalismo. Produtividade, produto vendável, evidência no mercado e conceitos afins têm sido os norteadores da atividade artística no momento. Trabalhar com os alunos da ONG me coloca novamente em contato o a essência da música e com o verdadeiro sentido artístico e humano de nossa atividade. É uma troca muito frutífera!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ONG enfrenta percalços e renova propósitos para 2011

Criada em 2004, a partir de um convênio firmado entre o CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) e o Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (FESNOJIV), em 1996, a ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI) vem mudando o destino de centenas de jovens e crianças desde então e, apesar de todas as dificuldades, pretende continuar a fazê-lo nesse 2011 que se inicia. Ensinando não apenas música, mas disciplina, responsabilidade e companheirismo, através de atividades práticas e teóricas de bases agregadoras, a ORAVI oferece, hoje, formação para o mercado de trabalho e perspectivas de um futuro melhor para quase 1.200 alunos, oriundos dos estratos menos favorecidos da sociedade. Seja cantando, tocando ou servindo de monitores, os bolsistas aprendem a cada dia que o esforço é recompensado e que o sucesso é medido menos em talento e mais em dedicação. Preparam-se, assim, para reencenar histórias que compõe o mosaico de experiências sobre o qual se ergue a própria instituição, como provam relatos recolhidos entre alunos e professores.


POSSIBILIDADES DE CRESCIMENTO

Maestrina das Orquestras Infantis A e B e professora de violino, Fernanda Morais tem 22 anos e há 15 estuda no CCMC. Começou a estudar violino aos sete anos de idade. Galgou os estágios de aprendizado e, há três anos, rege as Orquestras Infantis. Além disso, compõe a Orquestra Jovem Mariuccia Iacovino, braço mais avançado da prática musical na instituição. Sua trajetória, entretanto, é peculiar a outros professores da ONG. Isabela Biancardini e Marcos Antonio Rangel, por exemplo, têm biografias semelhantes. Ela é professora de violoncelo e maestrina das Orquestras Sinfônicas Escola A e B, e ele, maestro da Orquestra Sinfônica Infanto-juvenil. Embora não sejam fruto do ensino bolsista da ORAVI, uma vez que iniciaram seus estudos ainda antes da criação desta, possuem vivências exemplares no que tange às possibilidades dos bolsistas, alguns dos quais já caminham em trilhas semelhantes.

— Há cinco anos, minha filha Elizimara freqüenta a ONG. Quando começou, não sabia nada sobre música, ainda assim, com um mês de aula, já estava apta a se apresentar. Aprendeu prática e teoria e seguiu desenvolvendo aquilo que descobriu ser um dom. Hoje, ela monitora outros alunos e deseja seguir como profissional na música — diz Mariane Sousa da Silva Barbosa, de 42 anos, mãe de Elizimara Sousa da Silva Barbosa, de 17.

Com o jovem Anderson Barros Bragança, de 15 anos, aconteceu de forma semelhante.

— Meu filho está há cinco anos no projeto. Embora sempre tenha sido meio levado e desobediente, a música o ajudou perceber os limites, a desenvolver responsabilidade e a se tornar mais maduro que a maior parte dos jovens da mesma idade. Ele tem como objetivo ser músico e, hoje, trabalha na ONG — destaca Mara Beatriz Andrade Maia, de 44 anos, finalizando — Para nós é muito bom, pois, além do auxílio financeiro, ele tem acesso a outro mundo, outras culturas. Gosto muito do projeto e fico muito feliz que meu filho esteja participando.

PROTEÇÃO, PERSEVERANÇA E RESPONSABILIDADE

Há aqueles alunos que, embora integrem um dos 23 corais ou uma das cinco orquestras da ORAVI, ainda não decidiram se vão acolher a música como profissão. Mesmo assim, apesar da incerteza da continuidade, esses bolsistas vêm aferindo resultados que transformaram não apenas sua forma de lidar com o mundo, como suas práticas diárias. Entre os benefícios mais apontados pelas mães estão a distância das ruas e o aumento da responsabilidade, além da recuperação da auto-estima.

— Matheus era uma criança triste, algo que mudou apenas quando ele passou a estudar na ORAVI. As viagens fazem com que ele fique muito feliz. Ele vai bem no colégio e os professores da dão muita força. Fico muito satisfeita, pois meu filho não está na rua, fazendo bobagem. Vai de casa para a ONG, da ONG para o colégio, do colégio para casa. Lá ele tem horário para chegar. É muito bom. Não tenho do que reclamar. Se ele gosta, eu também gosto — garante Zelina Pereira da Silva, que, com 53 anos, é mãe de Matheus Pereira Basílio, de 15.

Maria das Neves Machado, de 44 anos, mãe de Maria Cecília Machado Manhães, de 12, e Larissa Amélia Machado Manhães, de 14, ambas matriculadas em cursos da ORAVI, faz coro.

— O ritmo dos estudos musicais trouxe disciplina, às minhas filhas. As crianças ficaram mais organizadas, responsáveis e melhoraram seu desempenho na escola. Para mim é maravilhoso. Não penso em tirá-los daí nem pensar — revela Maria, ressaltando que, embora Maria Cecília ainda tenha dúvidas, Larissa já sabe o que quer da vida — Ela tem vontade de seguir na música. Quer fazer faculdade. Eu já quis ser pianista, mas estudei pouco e tive de parar. Então, é um sonho ter uma filha musicista.

Tia biológica de Ana Idalini Maria Passos, de 16 anos, Jozenir Pinto Maria, de 43, criou a sobrinha quando a mãe, que criara a garota até então, faleceu. Com o esmero e orgulho que apenas uma mãe é capaz de ter, fala das escolhas da jovem.

— A ONG mudou a vida de Ana, que começou a estudar aos 10 anos de idade. Ocupou o tempo ocioso, dando estudo e conhecimento quando ela ficaria na rua ou em frente à TV. Trouxe, para ela, também grande maturidade. Ainda pré-adolescente, ela já sabia o que queria para sua vida e traçou metas claras. Quer viver da arte, tanto do violino, quanto do canto. É o orgulho da família — diz, ressaltando que o talento com a voz foi descoberto aos 13 anos de idade, época na qual todos os alunos passam pelos coros.

OPORTUNIDADES TRANSFORMADORAS

Porém, não é apenas a experiência diária, dentro das salas de aula e dependências do CCMC que ensinam. A vida itinerante de um músico reserva lições proporcionais ao vulto de cada investida. De acordo com professores da ORAVI, isso pôde ser especialmente percebido durante a recente viagem à Bolívia, que, primeira turnê internacional de grande parte dos alunos que compõe a Orquestra Sinfônica Jovem Professora Mariuccia Iacovino, foi composta de três apresentações, ocorridas em setembro último, nas cidades de La Paz e El Alto, por ocasião da oitava edição do celebrado “Festival del Sol".

— A oportunidade de tocar em outro país, ser considerado uma personalidade, saber o que é uma turnê, é algo muito importante para os alunos. A conquista da Bolívia foi importante, pois, naquele momento, eles sabiam onde estavam, o que queriam e o que pretendiam a partir de então. Nós, que viemos de uma classe social mais simples, aprendemos desde cedo que o sonho é bom, mas que não é para todo mundo. Enquanto músico, aprendi que, sim, o sonho é bom e é para todos. Dedicação e trabalho fazem as oportunidades iguais — diz o maestro Rangel.

A maestrina Biancardini ressalta os aspectos de troca de conhecimento e de aprendizado.

— Para os alunos, a turnês trouxe uma bagagem cultural muito grande. Eles puderam perceber que existem movimentos sinfônicos fora de Campos, de sua realidade cotidiana. Eles puderam conhecer pessoas novas, bem como uma cultura completamente distinta. Isso é especial. Muda a concepção das pessoas.

Já a maestrina Morais, destaca justamente o que foi aprendido antes, nos ensaios e nos esforços para a captação do dinheiro para financiar a viagem, processo do qual todos participaram.

— Acho que o primeiro grande benefício para os alunos foi a experiência de lutar para ir. A busca incessante por meios de viajar e pelo aperfeiçoamento técnico para fazer bonito lá possibilitou a cada um deles crescimento individual. Aprenderam que se você corre atrás e planeja, você consegue o que deseja. Musicalmente, houve um crescimento de escala semelhante, pois foi necessário que se dedicassem muito para apresentar concertos dignos de todo o esforço. Não havia a opção de chegar até lá e falhar e eles tiveram de lidar com essa noção.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Concerto de Natal é sucesso


Mais uma vez provando a competência do trabalho realizado pela ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC), e o talento de seus alunos, a ACADEMIA DE ORQUESTRAS E COROS SINFÔNICOS DE CAMPOS lotou o Teatro Municipal Trianon na noite ontem, com o Concerto de Natal. Participaram as Orquestras Sinfônica Jovem Professora Mariuccia Iacovino, Sinfônica Infanto-juvenil, Sinfônica Escola A, Sinfônica Escola B, Infantil A e Infantil B, além do Coral Juvenil e da Banda Sinfônica.

A procura por lugares foi tamanha que, ocupadas as 800 poltronas da casa, muitas pessoas acabaram por não conseguir entrar. E embora tenha causado grande comoção nos acessos principal e lateral do teatro, o fechamento das portas foi considerado adequado tanto pela direção da ORAVI, quanto pelos representantes do Trianon, uma vez que visava a segurança dos presentes. Jony William Villela, diretor da ORAVI, entretanto, garantiu que isso não deverá voltar a acontecer.

— Ontem, infelizmente, muitas pessoas não puderam assistir à apresentação de seus filhos, netos e sobrinhos. Todavia, ano que vem será diferente. Entraremos em contato com o Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora (Censa) e negociaremos a realização do próximo Concerto de Natal em seu ginásio, de forma que todos poderão estar presentes.

O sucesso do Concerto de Natal é uma evidência de como a música erudita cresceu no município de Campos. Graças aos esforços da ORAVI e do CCMC, o número de músicos cresce a cada ano, a quantidade de orquestras e coros é expressiva e as apresentações se multiplicam. Esses esforços integram, ainda, a comunidade erudita de Campos à de outros locais do país e promove o intercâmbio de conhecimento e experiência, além de permitir que os campistas conheçam fragmentos daquilo que é feito fora da cidade. A participação da Orquestra Brasileira de Harpas, do grupo de gaitas-de-fole do Centro Educacional Vieira Brum, de São Gonçalo, e dos cantores líricos Neti Szpilman e Maxi Wilson durante os Grandes Concertos de Gala são exemplos disso.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Concerto de Natal hoje

O CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) e a ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI) realizam hoje, às 20h, no Teatro Municipal Trianon, Concerto de Natal, com a participação das Orquestras Sinfônica Jovem Professora Mariuccia Iacovino, Sinfônica Infanto-juvenil, Sinfônica Escola A, Sinfônica Escola B, Infantil A e Infantil B, além do Coral Juvenil e da Banda Sinfônica. A entrada é franca.

No repertório, "Fantasia festiva de Natal" e "Adeste fideles", ambas com arranjos do maestro Luis Maurício Carneiro, que serão executadas pelas orquestras Jovem e Infanto-juvenil. Já as Orquestras Escola A e B executam "1812" e "Primeiro Natal", também com arranjo de Carneiro. A Banda Sinfônica executa "Medley natalino" e "Centuria", enquanto a Orquestra Infantil toca "Jingle bells", com arranjos do maestro Marcos Rangel. Cada orquestra será regida por seu respectivo maestro.

Os recursos obtidos com a apresentação serão aplicados na manutenção dos instrumentos do CCMC e da ONG. O Concerto de Natal tem classificação livre e conta com patrocínio da Eletrobras, do Governo Federal e do Ministério da Cultura, além de apoio do Centro Cultural Anthony Garotinho, da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, da Purac, da Santa Casa de Misericórdia de Campos, do Fesnojiv e da Ação Social pela Música do Brasil.

UM 2010 DE VITÓRIAS

Esse ano que termina foi, certamente, um ano de conquistas para o CCMC e a ORAVI. Celebrado com missa de Domenico Zipoli na Igreja Nossa Senhora da Lapa e com Concerto de Natal no Trianon, 2010 foi ano de troca de experiências e conhecimento.

Foi, também, esse 2010, um ano de convites. “O barbeiro de Sevilha”, de Gioacchino Rossini, pela Companhia Brasileira de Ópera, do maestro John Neschling, além de consertos dos pretigiados Itzhak Perlman, violinista, e Yo-Yo Ma, violoncelista, todos no Theatro Municipal do Rio do Janeiro.

Ano de turnê internacional na Bolívia, onde a Orquestra Sinfônica Jovem Professora Mariuccia Iacovino participou, com três performances, do celebrado "Festival del Sol", em sua oitava edição. E no qual recebeu duas importantes missões do Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (Fesnojiv) e do Conservatório Andino de Fomento (CAF).

Ano de estudos internacionais, com o maestro Marcos Rangel no Conductors Institute, do Bard College Conservatory of Music, em Annandale-on-Hudson, Nova York, Estados Unidos da América (EUA). Com a violista Ryellen de Souza e o violoncelista Luis Felipe Prado no Programa de Artes de Verão, do California Institute of the Arts (CalArts), em Los Angeles. E com os violinistas Fernanda Moraes, Keyth Vianna e Fábio Peixoto na Venezuela, participando de uma grande orquestra com 100 jovens de países ibero-americanos, organizada em homenagem ao aniversário de 70 anos da CAF e regida por Gustavo Dudamel.

Ano de sucesso nesse mesmo palco carioca, onde se apresentou em 29 de agosto, sob ovação pública, de participação no “9º Festival Internacional de Inverno de Nova Friburgo”, de apresentação no Teatro Dom Pedro, em Petrópolis, com os cantores russos Georg Ennaris e Vlada Dia, do Bolshoi, e de sucesso na Sala Cecília Meireles, também no Rio de Janeiro.

Ano de três Grandes Consertos Sinfônicos, que trouxeram à cidade a Orquestra Brasileira de Harpas, o grupo de gaitas-de-fole do Centro Educacional Vieira Brum, de São Gonçalo, e cantores líricos Neti Szpilman e Maxi Wilson, ambos parte do corpo de profissionais do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ano de ampliação de vagas oferecidas às crianças e jovens de Campos.

A ORAVI agradece aos seus apoiadores e patrocinadores — como a Eletrobras, o Centro Cultural Garotinho, a Prefeitura de Campos e a Santa Casa de Misericórdia — e agradece, especialmente, à Dell’Arte Soluções Culturais, uma parceira em todas as ocasiões.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Concerto de Natal, dia 20, no Trianon

O CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) e a ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI) promovem no dia 20 de dezembro, às 20h, no Teatro Municipal Trianon, Concerto de Natal, com a participação das Orquestras Sinfônica Jovem Professora Mariuccia Iacovino, Sinfônica Infanto-juvenil, Sinfônica Escola A, Sinfônica Escola B, Infantil A e Infantil B, além do Coral Juvenil e da Banda Sinfônica. Os ingressos custam R$ 5 e podem ser adquiridos na sede do CCMC, situada à Avenida Alberto Torres, número 223, no Centro.

Segundo o diretor geral do CCMC e da ORAVI, o público pode esperar um espetáculo diferenciado.

– O concerto será especial, por que, terá, além de música, uma apresentação teatral. A peça “A noite de Natal” buscará capturar o espírito natalino e levá-lo ao palco. Alunos da ONG, além de providenciarem a trilha sonora do espetáculo, participarão da encenação e mesmo aqueles que não estiverem diretamente na ação, se apresentarão paramentados de acordo com a peça. O evento contará, ainda, com a participação de atores campistas consagrados.

No repertório, "Fantasia festiva de Natal" e "Adeste fideles", ambas com arranjos do maestro Luis Maurício Carneiro, que serão executadas pelas orquestras Jovem e Infanto-juvenil. Já as Orquestras Escola A e B executam "1812" e "Primeiro Natal", também com arranjo de Carneiro. A Banda Sinfônica executa "Medley natalino" e "Centuria", enquanto a Orquestra Infantil toca "Jingle bells", com arranjos do maestro Marcos Rangel. Cada orquestra será regida por seu respectivo maestro.

Os recursos obtidos com a apresentação serão aplicados na manutenção dos instrumentos do CCMC e da ONG. O Concerto de Natal tem classificação livre e conta com patrocínio da Eletrobras, do Governo Federal e do Ministério da Cultura, além de apoio do Centro Cultural Anthony Garotinho, da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, da Purac, da Santa Casa de Misericórdia de Campos, do Fesnojiv e da Ação Social pela Música do Brasil.

Mais informações podem ser obtidas através do telefone (22) 2723-3816 ou pelo e-mail centroculturamusical@gmail.com.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cerca de 600 membros da ORAVI vão à praça em ato de protesto

Cerca de 600 funcionários, alunos e pais de alunos da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL (CCMC), foram à Praça do Santíssimo Salvador, na noite de ontem, demonstrar publicamente seu descontentamento com a política cultural do município. A manifestação — que começou por volta das 19h40 e trouxe faixas de luto, simulação de enterro com velas e cases de violoncelos, bandeiras pretas e grupos de pessoas amordaçadas, de mãos amarradas e vendadas — aconteceu antes da Camerata Natalina, evento realizado pela prefeitura, que trouxe nove músicos de fora da cidade.

De acordo com o diretor geral do CCMC e da ORAVI, Jony William Villela, que lançou o protesto sob o título “Prata da casa não tem prata”, a ONG vem sendo negligenciada pelo poder público municipal, que apesar das inúmeras conversas e da ordem do prefeito interino Nelson Nahim, as demais instâncias do governo não finalizaram um já demasiadamente discutido convênio.

— Não temos nada contra a prefeitura trazer a Campos atrações de fora ou financiar esses mesmos espetáculos. O que não entendemos e não podemos aceitar é que as portas sejam fechadas a quem é de casa sob a eterna alegação de que não há dinheiro. A prefeitura é milionária e os gastos com eventos são altos, mas o convênio foi discutido, rediscutido, autorizado pelo prefeito e vem sendo eternamente adiado. Ironicamente, nosso trabalho goza de prestígio internacional, mas não é valorizado em sua terra natal.

Embora a manifestação pacífica e silenciosa tenha tido como alvo a morosidade na resolução do caso, e não qualquer instâncias específica do poder público municipal, a presidente da Fundação Municipal Trianon, Maria Auxiliadora Freitas, exibiu em frente às câmeras da InterTV, afiliada à Rede Globo, e à equipe de reportagem do jornal Folha da Manhã, um descontrole flagrante, que gerou, inclusive, questionamento público do talento das crianças e jovens que estudam na ORAVI. Afirmação que perde sua força quando se tem em vista a comoção gerada pela participação desses mesmos alunos em espaços nobres na música erudita do Brasil e do exterior, como a Sala Cecília Meireles, o Theatro Municipal e o Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro; o Teatro Dom Pedro II, em Petrópolis; o Centro Sinfônico Nacional, o Teatro da Força Aérea Boliviana e o Museu de Artes de La Paz, na Bolívia, entre muitos outros.

Um talento que já foi ratificado por duas missões do Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (Fesnojiv) e do Conservatório Andino de Fomento (CAF) e por Yo-Yo Ma, violoncelista de prestígio internacional, com quem a ONG teve o imenso prazer de tocar em junho último, e que já foi recompensado com bolsas de estudos nos Estados Unidos da América, na Alemanha e na Venezuela.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Zambrano elogia movimento de Campos em entrevista

O violoncelista e maestro Roberto Zambrano, que visitou o Centro Cultura Musical de Campos (CCMC) e a ONG Orquestrando a Vida (ORAVI) no último mês de outubro, como parte da missão do Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (Fesnojiv) e do Conservatório Andino de Fomento (CAF), citou a experiência que teve em na cidade em uma entrevista a um jornal local venezuelano. Fragmentos são reporduzidos abaixo.

Jornal – Usted forma parte de las distintas comisiones encargadas de promocionar El sistema fuera de Venezuela ¿Qué logros nos podría decir que se han podido conseguir en el exterior en materia musical?

Roberto Zambrano – Una de las cosas fundamentales es la extensión o desarrollo del sistemas de las orquestas fuera de Venezuela, es realmente muy importante por ejemplo en países como Estado Unidos, que tienen una gran tradición musical y grandes orquestas y escuelas muy reconocidas que estén tomando el modelo de Venezuela y realmente este hecho es muy importante porque, no solamente en Estados Unidos, si no ya em toda la América existen los programas. Recientemente estoy regresando de Brasil y ahí ya varias ciudades importantes como Sao Paulo, Rio de Janeiro, la ciudad de Campos dos Goytacazes, que tienen un movimiento sinfónico inspirados em Venezuela y realmente es extraordinario, dentro de poco viajo a Bolivia, también una misión de estas internacionales a llevar el mensaje de estas orquestas juveniles, que sea un mensaje de integración, musical y con un gran sentido social.

Jornal – Hace poco una comisión, liderada por usted, visitó varias ciudades de Brasil promocionando El Sistema, la cual fue catalogada como la mejor misión que a visitado ese país en los últimos diez años, ¿Qué piensa que se ganó realmente em esa visita?

Zambrano – Bueno mira, primero que El Sistema funciona aún fuera de Venezuela, por eso hice el hincapié de que es el mejor núcleo de la FESNOJIV fuera de Venezuela, realmente en Brasil están haciendo en Campos dos Goytacazes, que es en el estado de Rio de Janeiro, 4 horas de la ciudad de Rio de Janeiro al norte, están haciendo un trabajo extraordinario y aquí en este núcleo podemos decir que El Sistema funciona, hay mucho comentarios a nivel internacional y nacionales que este sistema es nada más para los venezolanos, aquí se ha comprobado realmente que El Sistema funciona dentro de Venezuela y fuera de Venezuela si se aplican todos los mecanismos de una manera sincera, vamos a decir rompiendo con los patrones tradicionales de las academias y esto es lo que hemos hecho nosotros a inventar un sistema de estudio musical diferente a lo que puede ser el sistema europeo, norteamericano, realmente mi experiencia y me enseñanza es que El Sistema funciona en Venezuela y fuera de Venezuela.

Jornal – El Maestro José Antonio Abreu es un icono dentro de la música nacional ya que es el fundador y padre del Sistema Nacional de Orquestas, ¿Cómo describiría la relación que a mantenido usted a lo largo de estos años con el Maestro Abreu?

Zambrano – En realidad ha sido una relación muy cercana y estrecha por todo, desde La fundación vengo conociendo al maestro Abreu, luego estuve en Caracas viví 9 años en Caracas fui miembro de la Orquesta Simón Bolívar y en Caracas realmente fue una experiencia extraordinaria compartir con el Maestro, puedo decir que aprendi mucho de él y tengo muchas cosas de sus enseñanzas y realmente es un privilegio haber tenido ese vinculo, que lo tengo actualmente tan cercano con el Maestro Abreu que es una de las grandes eminencias de Venezuela y el mundo, como educador y como un hombre de un gran sentido altruista y de colaboración.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

"Apostoles", de Zipoli, na Igreja Nossa Senhora da Lapa

O Coral Juvenil e a Orquestra de Câmara da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do Centro Cultura Musical de Campos (CCMC), apresentam na próxima sexta-feira (10), às 20h, na Igreja Nossa Senhora da Lapa, o Oratório “Apostoles”, de Domenico Zipoli. No repertório, há, ainda, "Concerto para dois violoncelos em Sol menor", de Antonio Vivaldi, com os solistas Charles William Vianna e Luiz Felipe Prado, que abre a apresentação.

De acordo com o diretor geral da ORAVI e do CCMC, Jony William Vianna, o local foi escolhido com critério.

– A Igreja Nossa Senhora Lapa é especialmente adequada, por sua aura, excelente acústica, grande importância histórica e, obviamente, afinidade com temática do que será apresentado. Tenho certeza absoluta que os presentes sairão de lá encantados – afirma.

Mais um resultado das frutíferas missões do Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (Fesnojiv) e do Conservatório Andino de Fomento (CAF), que o CCMC e a ORAVI receberam em outubro último, os 43 coristas e instrumentistas que participam da apresentação de “Apostoles” foram preparados pela diretora do sistema nacional de coros do Fesnojiv e regente dos Coros Metropolitano e Sinfônico Nacional da Venezuela, Lourdes Sanchéz, e a cantora lírica Margot Paraes. A preparação da Orquestra de Câmara foi feita pelo maestro Luiz Maurício Carneiro, a preparação vocal é de Fabiano Domingues e a regência fica a cargo do maestro Jardel Maia. A direção geral é de Jony William.

Porém, para além do prestígio dos visitantes e da qualidade e da importância das aulas por eles ministradas durante a missão, o evento marca a ocasião como primeira vez em que um coro é preparado dentro de um Sistema Acadêmico em Campos.
A ORAVI conta com o apoio, também, do Centro Cultural Anthony Garotinho.

ZIPOLI

Domenico Zipoli nasceu em Prato, na Itália, em 17 de outubro de 1688 e morreu em Córdoba, na Espanha, em 2 de janeiro de 1726. Foi padre jesuíta, compositor, cravista e organista. Aluno de Alessandro Scarlatti e Bernardo Pasquini, Zipoli trabalhou na igreja de Jesus, em Roma. Nesse período, escreveu sua obra mais conhecida, “Sonate d'intavolatura per organo e cimbalo”. Em 1717, foi enviado como missionário para as reduções jesuíticas da América e se tornou conhecido como um dos mais importantes músicos entre os missionários americanos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ORAVI assite a "O barbeiro de Sevilha", sexta-feira, no Rio de Janeiro

A Companhia Brasileira de Ópera, do maestro John Neschling, passa, entre hoje e domingo (28), pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a ópera “O barbeiro de Sevilha”, de Gioacchino Rossini, em uma sessão exclusivamente para jovens, que encerra a primeira temporada da Cia. Representando Campos, 80 coralistas da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), contrapartida social do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC), assistirão, na sexta-feira (26), às 15h, à primeira récita da obra, que conta modernos cenários digitais.

A oportunidade é reconhecida como “única” pelo professore de violoncelo Charles William.

— A experiência de assistir a uma ópera tão famosa, com grandes cantores, de verem isso em um palco tão prestigiado, em uma nova e moderna versão, dirigida por um grande nome da música é uma oportunidade realmente única — diz Charles, destacando que, a fim de facilitar a montagem e baratear o transporte, Neschling e José Roberto Walker, o diretor executivo da companhia, idealizaram um cenário inusitado, no qual móveis e cortinas foram substituídas por telões de led, que exibem animações concebidas pelo ítalo-americano Joshua Held.

A ORAVI e o CCMC, entretanto, não participa apenas da platéia. Uma de suas alunas, a violinista Keeyth Annie Vianna, está entre os músicos escolhidos para a apresentação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em cuja orquestra atua.

— Participam dessa produção 20 instrumentistas e 12 cantores e, para mim, integrar essa montagem em sua passagem pelo Rio de Janeiro é uma grande honra. Um projeto inovador, de grande qualidade artística e feito com muito empenho e cuidado para que o público realmente possa ter o melhor. Espero que o Rio de Janeiro possa desfrutar dessa curta temporada de “O barbeiro de Sevilha”!

O BARBEIRO

O espetáculo conta a história de Fígaro, um barbeiro que, além do seu trabalho, espalha boatos, ouve fofocas, arranja casamentos e participa da vida social da cidade de Sevilha, na Espanha. Ele é convidado pelo Conde Almaviva a ajudá-lo a se casar com sua amada, arrumando diversas confusões.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ORAVI faz concerto em Cachoeiro do Itapemirim

A Orquestra Sinfônica Jovem Professora Mariuccia Iacovino, da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), contrapartida social do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC), abre, na próxima quinta-feira (25), às 19h30, sua temporada de Natal, com concerto no Unimed Hall, em Cachoeiro do Itapemirim. A apresentação terá regência do maestro Luis Maurício Carneiro e contará com as presenças dos cantores líricos Neti Szpilman e Max Wilson, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e da Orquestra de Câmara Sol Maior. A entrada é um litro de leite Selita.

Do programa constam peças como: “Mambo”, de Leonard Bernstein, “Finale/Sinfonia 4”, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky; abertura da ópera “Il Guarany”, de Antônio Carlos Gomes; “Con te Partirò”, de Francesco Sartori e Lucio Quarantotto, “O fantasma da ópera”, de Andrew Lloyd Webber, “Aleluia”, de Friedrich Georg Hendel, e “Abertura festiva de Natal”.

Haverá, na mesma ocasião, o lançamento da Árvore Solidária. O concerto tem patrocínio do Lions Clube de Cachoeito do Itapemirim e do Shopping Sul, além de apoio da Selita, da TV Gazeta, da Flecha Branca, Graftband, Rede Flecha.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ORAVI realiza "16º Concurso jovens instrumentistas"

Acontece hoje e amanhã, no CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC), a 16ª edição do “Concurso jovens instrumentistas”, tradicionalmente realizado pela instituição em novembro, Mês da Música. O evento, que tem 34 grupos inscritos, é voltado principalmente para os alunos do CCMC e da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), mas, também está aberto à comunidade, que pode participar, embora deva estar acompanhado de pelo menos um músico relacionado à Academia de Orquestras e Coros de Campos.

Hoje, primeiro dia do evento, se apresentam os inscritos na categoria “Solo”, que se subdivide em "Até 5 anos", “6 a 7 anos", "8 e 9 anos", "10 e 11", "12 e 13", "14 a 16", "17 e 18" e "19 em diante". Amanhã, se apresentam os participantes das categorias “Livre” e “Música de Câmara”.

— Na categoria livre, podem participar professores e músicos que não são alunos da escola. O pessoal da área popular, por exemplo, geralmente banda. Mas, deve haver pelo menos um aluno ou professor da escola participando de cada grupo — explica Charles William, professor de violoncelo, lembrando, ainda, de um prêmio especial. — Essas pessoas, todas, concorrem ao troféu de destaque, que pode dado a qualquer participante de qualquer categoria, podendo ser agraciada uma pessoa de um grupo ou solo por sua técnica.

O julgamento das performances caberá a três jurados: Hermes Cunha, ex-diretor da banda Operários Campistas; Rogério Maravilha, pianista e musicoterapeuta; e Sônia Valéria, professora de regência e maestrina de corais. Os primeiros, segundos e terceiros colocados de cada categoria receberão troféus e certificados.

As peças que serão foram escolhidas e trabalhadas vêm sendo preparadas pelos professores, junto aos alunos, desde o início do ano.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

ORAVI vai à Venezuela

Atualmente, dois membros da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), contrapartida social do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC), se encontram na Venezuela. O objetivo é, em ambos os casos, o auto-aprimoramento e a aquisição de conhecimento. O diretor geral da instituição, Jony William Villela, partiu na última terça-feira para Caracas, onde participa de reuniões do Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (Fesnojiv) e assiste à “Missa em Si menor”, de Johann Sebastian Bach. A peça regida pelo maestro alemão Helmuth Rilling, considerado uma das maiores autoridades quando o assunto é o organista e compositor conterrâneo. Jony retorna ao Brasil no dia 25.

Já o oboísta Dereckeson Gomes, de apenas 15 anos, deixou o Brasil no último dia 14 e regressa no próximo domingo. Também na capital venezulana, participa de “Curso de Preparação de Monitores”, oferecido pela Corporação Andina de Fomento (CAF), através de professores de oboé das orquestras do Fesnojiv. Lá, aprimora não apenas sua técnica, mas se aprofunda na filosofia de ensino do celebrado El Sistema.

DEFENDO O LEGADO

Ganhador de um prêmio Grammy, em 2001, Rilling rege amanhã, sábado (20), às 17h, a escola Cantorum, o Coro Sinfônico Juvenil Metropolitano e a Cantoría Alberto Grau, na sala Simón Bolívar, do Centro de Ação Social pela Música. Participam da “Missa em Si menor” os solistas Kismara Pessatti (alto), Timothy Fallon (tenor), Istvan Kovacs (baixo) e a venezuelana Mariana Ortíz

Nascido em Stugartt, em 1933, Rilling consagrou sua carreira à obra de Bach, divulgando a obra do compositor alemão e mantendo-a em cena. Como Bach, a quem o maestro escutava desde criança, quando esteve internado em um instituto religioso para jovens de baixa renda, Rilling também foi músico de igreja, de modo que sua compreensão da música de Bach provem, também, dessa familiaridade com a fé cristã. De fato, um de suas primeiras experiências com o trabalho de seu conterrâneo se deu através dos serviços religiosos dominicais, que terminaram congregando mais de 400 pessoas, não necessariamente profissionais do canto, para interpretar cantatas de Bach.

Não é capricho a aplicação de Rilling em manter o legado de Bach. Segundo suas próprias palavras, Bach é muito contemporâneo. “Se alguém tinha idéia do real significado da palavra congregação, esse alguém era Bach. São pensamentos muito aplicáveis ao contexto do século XXI. Parece que Bach entendeu certos problemas humanos básicos, e não só os entendeu, como quis oferecer soluções”, pondera Rilling.

TALENTO RECONHECIDO

Dereckson foi apontado como destaque pela primeira de duas missões venezuelanas que estiveram em Campos em outubro último, a fim de oferecer cursos de aperfeiçoamento para os músicos da ORAVI. Composto pelo violoncelista Roberto Zambrano, o violinista Francisco Díaz, o trompetista e maestro Alfredo D’Addona e o oboísta Marco Tarazona, o grupo, que viu no núcleo campista a maior experiência com El Sistema fora da Venezuela, destacou as habilidades do jovem e providenciaram sua ida.

Membro da Orquestra Sinfônica Jovem Professora Mariuccia Iacovino, Dereckson estuda para, enquanto monitor, aplicar em Campos o método venezuelano, reconhecido internacionalmente como a melhor filosofia de ensaio musical. Começou seus estudos com o instrumento em 2006, durante outra missão de professores venezuelanos à cidade. Em 2009, tornou-se monitor do projeto da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos de Campos e primeiro oboísta da Orquestra Sinfônica Jovem.

— Hoje, Dereckson é a grande revelação do núcleo de Campos em seu instrumento e grande destaque da Orquestra Sinfônica Jovem, junto da qual executou solos de oboé em peças apresentadas em grandes palcos, como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a Sala Cecília Meireles, e eventos, como os festivais de inverno de Petrópolis e Friburgo. Dereckson Participou, ainda, da turnê internacional da Orquestra Sinfônica Jovem Professora Mariuccia Iacovino na Bolívia — avaliza o diretor executivo da ORAVI, Charles William.

TROCA PROVEITOSA

Essa integração com a estrutura do Fesnojiv e a constante troca com a Venezuela, seus professores e músicos foi justamente o que garantiu ao Brasil, e mais especificamente a Campos dos Goytacazes, a admiração das últimas missões venezuelanas. Na ocasião, o trompetista e maestro Alfredo D’Addona destacou os resultados desse intercâmbio.

— Ao chegar a Campos, conseguir ver o quanto o trabalho cresceu nesses oito anos desde minha última vinda. É, de fato, como se fosse um núcleo venezuelano. Não é só música. O projeto ajuda crianças a vencerem problemas como as drogas, o crime e a prostituição, coisas que, dentro “del Sistema”, se evita. É isso que vimos aqui — destacou D’Addona, que é membro fundador do Fesnojiv, diretor geral do projeto no estado de Lara, na Venezuela, maestro da Orquestra Juvenil de Barquecimeto, capital do estado, e trompetista da Orquestra Sinfônica de Lara.

Parte da segunda missão venezuelana que veio à Campos em outubro, Lourdes Sanchéz, que é diretora do sistema nacional de coros do Fesnojiv e regente do Coro Metropolitano e do Coro Sinfônico Nacional da Venezuela destacou a lógica que, como lá, rege o projeto aqui.

— Se me nutro intelectualmente, se leio, toco, eu cresço enquanto pessoa. Essa é a filosofia do Fesnojiv e de seus núcleos, incluindo o de Campos, que é um programa sério. Há uma estrutura e não tem improvisação. É benefício para toda a comunidade, pois, se ajuda uma criança, ajuda a toda a família. Quando uma criança entra no projeto, toda a família se envolve. Une-se, assiste e apóia. A criança melhora sua auto-estima, sua confiança e se sente mais feliz.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Orquestra Infanto-juvenil se apresenta na Santa Casa

A Orquestra Sinfônica Infanto-juvenil, da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC), realiza concerto amanhã (18), às 19h, no auditório da Santa Casa de Misericórdia. O espetáculo, cujos ingressos estão sendo vendidos a R$ 6, tem por finalidade ajudar a financiar outras apresentações que a orquestra fará pelo Noroeste Fluminense.

Sob regência do maestro Marcos Rangel, os jovens executarão repertório variado: “Romeu e Julieta”, “O lago dos cisnes” e “Marcha eslava”, do russo Piotr Ilitch Tchaikovsky, “Pompa e circunstância n°4”, do britânico Edward Elgar, e “Willian Tell”, de Gioachino Rossini.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ORAVI é convidada para concerto de Itzhak Perlman

Repetindo o feito com a vinda do violoncelista Yo-Yo Ma ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em junho último, a Dell’Arte Soluções Culturais convidou a ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) a assistir de perto uma das maiores lendas vivas da música erudita, o maestro e violinista israelense Itzhak Perlman, que, mais conhecido do público por ter executado como solista as canções do filme "A lista de Schindler", se apresenta no próximo dia 15, às 20h, também no Municipal, encerrando a "Série O Globo/Dell’Arte Concertos Internacionais".

O concerto terá participação especial do pianista Rohan de Silva, do Sri Lanka. O repertório inclui "Sonata para violino e piano em Si bemol maior, K454", de Wolfgang Amadeus Mozart, e "Sonata para violino e piano em Mi bemol maior, op. 18", de Richard Strauss.

ITZHAK PERLMAN

Um verdadeiro expoente do universo erudito, Perlman é não só exemplo de talento, mas de superação, visto que venceu a poliomielite para se tornar uma figura conhecida no mundo todo, segundo O Globo, "por sua simpatia e humanidade (...), por sua notável arte, como por seu evidente prazer no ato de fazer música". Nascido em Tel Aviv, em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, Perlman transferiu-se para Nova York, após concluir seu primeiros estudos na Academia de Música de Tel Aviv. Com apenas 13 anos, viu sua carreira internacional tomar proporções impensadas após participar do "Ed Sullivan Show", onde interpretou o concerto de Mendelssohn. Depois, estudou com Ivan Galamian e Dorothy DeLay, na Julliard School e ganhou o aclamado Concurso Leventritt, em 1964. A partir de então, sua fama cresceu e Perlman passou a figurar como convidado nas apresentações das mais prestigiosas orquestras do mundo.

No currículo, além de performances icônicas, como sua interpretação do concerto para violino, de Ludwig Van Beethoven, estão participações em eventos de grande importância, como a posse do atual presidente estadunidense, Barack Hussein Obama, e o jantar oferecido por seu antecessor, George Walker Bush, à Rainha da Inglaterra e ao Duque de Edinburgo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ORAVI abre 230 vagas para 2011

Sempre quis aprender canto? Sonha tocar algum instrumento? Tem paixão pela música? Deseja iniciar estudos que podem guardar a chave de seu futuro profissional? Quer que seu filho aprenda a tocar e a cantar? Então venha conhecer os cursos da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC). São 230 vagas abertas para o período letivo de 2011, das quais 150 para orquestras e 80 para coros. As inscrições, destinadas a crianças e jovens entre 7 e 17 anos, se iniciam dia 16 de novembro. Os interessados devem procurar a secretaria do CCMC, situada à Avenida Alberto Torres, número 223, centro. Mais informações através do telefone (22) 2722-3630. É o mundo da música ao alcance de todos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Orquestra Infanto-juvenil amanhã, na Santa Casa

A Orquestra Sinfônica Infanto-juvenil, da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC), realiza concerto amanhã (10), às 19h, no auditório da Santa Casa de Misericórdia. O espetáculo, cujos ingressos estão sendo vendidos a R$ 10, tem por finalidade ajudar a financiar outras apresentações que a orquestra fará pelo Noroeste Fluminense.

Sob regência do maestro Marcos Rangel, os jovens executarão repertório variado: “Romeu e Julieta” e “O lago dos cisnes”, do russo Piotr Ilitch Tchaikovsky, “Pompa e circunstância n°4”, do britânico Edward Elgar, e “Willian Tell”, de Gioachino Rossini.

Haverá, ainda, uma participação especial da Orquestra Infantil, que, regida pela maestrina Fernanda Morais, tocarão três obras: “Blues da corda solta” e “Canção francesa”, ambas do Método Suzuki, e “Tomahawk”, de M. Matesy.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Reunião para discutir convênio com a prefeitura

O diretor geral da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI) e do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS se encontrará hoje, às 14h, com o prefeito interino de Campos, Nelson Nahim, em seu gabinete, com a finalidade de discutir os termos que deverão reger o convênio prometido pelo governante em visita à sede da instituição, no último dia 28 de outubro. Deverão estar presentes à reunião a secretária de Educação, Joilza Abreu Rangel, e o secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares. Segundo o prefeito afirmou em sua visita, ambas as pastas deverão participar da elaboração do convênio.

De acordo com Willian, a ORAVI vive uma expectativa muito grande.

— Passamos por grandes problemas, atualmente, problemas que ameaçam comprometer mesmo a continuidade do trabalho exercido pela Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos de Campos. Minha esperança é que possamos não somente dar continuidade a esse esforço, mas possamos receber mais crianças e jovens, a fim de que possamos continuar a oferecer-lhes a expectativa de um futuro melhor.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mês da Música com a ONG ORQUESTRANDO A VIDA

A ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) preparou programação especial para o mês da música. No dia 9, às 20h, acontece, no auditório da sede da instituição, “Concerto de família”, em que músicos e seus familiares executam juntos peças e obras especialmente ensaiadas para a ocasião. No dia 10, às 19h30, o auditório da Santa Casa de Misericórdia recebe a Orquestra Infanto-juvenil. O ingresso custa R$ 2. A renda será revertida para o financiamento da viagem de outras apresentações que os jovens farão pelo Noroeste Fluminense.

Já no dia 12, novamente na sede do CCMC, músicos da Orquestra Jovem Professora Mariuccia Iacovino apresentam música de câmara, às 20h. Nos dias 16, 17 e 18, sempre às 17h30, a ORAVI realiza o “Do-re-mi: Fazendo música”, evento voltado a crianças entre 4 e 9 anos e aberto à comunidade.

Começando em 22 de novembro, data em que é comemorado o Dia da Música, e se encerrando no dia seguinte, 23, ocorre o “Concurso jovens instrumentistas”. Já dia 25, haverá, às 20h, concerto com a Orquestra Jovem, sob regência do maestro Luis Maurício Carneiro, no Unimed Hall, em Cachoeiro do Itapemirim.

Por fim, os músicos da Orquestra Jovem, novamente regidos pelo maestro Carneiro, fazem concerto, no dia 27, às 17h, na Escola Britânica, na Urca, no Rio de Janeiro.

A sede do CCMC é situada à Avenida Alberto Torres, número 23, no Centro de Campos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Concerto na Santa Casa de Misericórdia

Os jovens da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL (CCMC), arregaçam as mangas e se preparam para mostrar o que aprenderam no “Seminário Internacional Brasil-Venezuela”, cuja culminância acontece hoje (27), às 19h30, na Santa Casa de Misericórdia. O concerto congregara os alunos da Orquestra Escola A, da Orquestra Infanto-juvenil e da Orquestra Jovem Professora Mariuccia Iacovino.

Na batuta, o violoncelista e maestro venezuelano Roberto Zambrano comanda as orquestras Escola e Infanto-juvenil. Já a Jovem, será regida pelo trompetista e também maestro Alfredo D’Addona. Junto do violinista Francisco Díaz e do oboísta Marco Tarazona, Zambrano e D’Addona formam a primeira das duas missões do Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (Fesnojiv) a ministrarem aula aos alunos, monitores e professores campistas durante o seminário.

O repertório inclui “Abertura de William Tell”, de G. Rossini, “ Abertura cigana”, de M. Isaac, “Finale da sinfonia 4” e “Marcha eslava”, de Tchaikovsky, e “Danzon n. 2”, de A. Marquez.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Venezuela é aqui

“Estamos diante, certamente, do maior núcleo do Fesnojiv fora da Venezuela”, afirmou o violoncelista Roberto Zambrano, em referência ao trabalho desenvolvido pela ONG ORQUESTRANDO A VIDA, em Campos dos Goytacazes, completando: “Me sinto como se estivesse na Venezuela, só que falando português”. A mesma impressão teve o oboísta Marco Tarazona, o violinista Francisco Díaz e o trompetista e maestro Alfredo D’Addona, que, junto de Zambrano, compõe a missão do Fesnojiv — Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela — que abriu o “Seminário Internacional Brasil-Venezuela”, trabalhando junto às orquestras.

D’Addona, que é membro fundador do Fesnojiv, diretor geral do projeto no estado de Lara, na Venezuela, maestro da Orquestra Juvenil de Barquecimeto, capital do estado, e trompetista da Orquestra Sinfônica de Lara, tem uma palavra para descrever o que viu, “surpresa”.

— Ao chegar a Campos, conseguir ver o quanto o trabalho cresceu nesses oito anos desde minha última vinda. É, de fato, como se fosse um núcleo venezuelano. Não é só música. O projeto ajuda crianças a vencerem problemas como as drogas, o crime e a prostituição, coisas que, dentro “del Sistema”, se evita. É isso que vimos aqui.

Professor da Escola Latino Americana de Violino, Díaz ressaltou a fidelidade às técnicas desenvolvidas pelos professores do Fesnojiv e a facilidade do trabalho que desenvolveu, durante a semana, junto aos alunos.

— As técnicas utilizadas aqui são exatamente as mesmas praticadas por alunos “del Sistema”. Porém, o trabalho desenvolvido em Campos não apenas se parece com um núcleo venezuelano na forma, mas agrega algo de bem brasileiro. Não tivemos qualquer dificuldade em relação a horário ou disposição. As crianças estavam empenhadas, havia entendimento. Há um trabalho em equipe, onde as crianças querem mais. No qual a Orquestra Jovem Professora Mariuccia Iacovino deseja atingir um nível em que possa tocar qualquer obra — afirma o professor, completando. — Estou muito contente de estar aqui, compartilhando o sorriso de crianças muito humildes, que vêem no instrumento o caminho para sua felicidade e crescimento.

Por fim, Tarazona destaca a capacidade dos alunos e da própria ONG.
— O projeto campista tem todas as características e objetivos do projeto venezuelano. Acredito que os garotos do Brasil são artistas por natureza própria. Na América do Sul, é onde se vê maior potencial, interesse e futuro.

SEGUNDA ETAPA

Parte da segunda missão a participar “Seminário Internacional Brasil-Venezuela”, que se dedica ao trabalho com os coros da ORQUESTRANDO A VIDA, Lourdes Sanchéz, que é diretora do sistema nacional de coros do Fesnojiv e regente do Coro Metropolitano e do Coro Sinfônico Nacional da Venezuela fala sobre as regras que regem o projeto lá e aqui.

— Se me nutro intelectualmente, se leio, toco, eu cresço enquanto pessoa. Essa é a filosofia do Fesnojiv e de seus núcleos, incluindo o de Campos, que é um programa sério. Há uma estrutura e não tem improvisação. É benefício para toda a comunidade, pois, se ajuda uma criança, ajuda a toda a família. Quando uma criança entra no projeto, toda a família se envolve. Une-se, assiste e apóia. A criança melhora sua auto-estima, sua confiança e se sente mais feliz.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Maestro Roberto Zambrano fala sobre o "Seminário Internacional Brasil-Venezuela"



Chegou nesta terça-feira (19), em Campos, a primeira delegação venezuelana do Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (FESNOJIV). Composto pelo oboísta Marco Tarazona, pelo violinista Francisco Díaz, pelo violoncelista e maestro Roberto Zambrano e pelo trompetista Alfredo D’Addona, o grupo ministra a primeira etapa do “Seminário Internacional Brasil-Venezuela”, que, sediado pelo CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) e a ONG ORQUESTRANDO A VIDA, segue até o próximo dia 25.

De acordo com Zambrano, a função do seminário é “fortalecer toda a estrutura da instituição”.

– Pretendemos, por exemplo, capacitar os monitores, uma vez que criar multiplicadores é fundamental. Queremos alcançar, também, os professores, a fim de desenvolver as cordas, a percussão, os metais e as madeira, dando-os ferramentas mais sólidas e uma base cada vez mais firme a partir da qual trabalhar – diz Zambrano, que destaca a necessidade de se trabalhar, também, o aspecto gerencial do projeto social, que se baseia naquele criado pelo FESNOJIV.

O maestro ressalta, ainda, a necessidade de substituição constante do repertório.

– É importante que haja uma renovação periódica do repertório, talvez a cada três messes. Trazer novas peças mantém os alunos em aprendizado constante, uma vez que, assim, se exige o desenvolvimento de técnicas distintas.

Sobre a forma de ensino que será utilizada, Zambrano afirmou que o grupo preza pela troca e fluidez.

– O processo deve prezar pela criatividade do professor, deve ser holístico, não uma camisa de força. Será um trabalho coletivo, do qual todos participam, com perguntas e repostas. Isso é platônico.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Começa na próxima terça-feira o "Seminário Internacional Brasil-Venezuela"

Começa na próxima terça-feira a primeira etapa do “Seminário Internacional Brasil-Venezuela”, que contará com as presenças de professores do celebrado Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (FESNOJIV). A primeira delegação, que permanece em Campos até o dia 25 e se focará na atuação das orquestras, é composta pelo oboísta Marco Tarazona, pelo violinista Francisco Díaz, pelo violoncelo Roberto Zambrano e pelo trompetista Alfredo D’Addona. No dia 24, chega a segunda delegação, que trabalhará com os corais. Fazem parte dela as cantoras líricas Morgot Pares, que é responsável pela preparação dos cantores da Escola de Canto de Caracas, e Lourdes Sanches, coordenadora nacional de coros da Venezuela e regente do Coro Metropolitano e do Coro Sinfônico Nacional da Venezuela.

Durante o seminário, os cinco proporão trabalhos individuais e em grupo, buscando aprimorar a técnica e a prática das orquestras e coros. Encerrando sua participação internacional, acontecerão dois concertos. O primeiro — com alunos da Orquestra Infantil, Orquestra Infanto-juvenil e Orquestra Infantil, a Orquestra Infanto-juvenil e da Orquestra Jovem Professora Mariuccia Iacovino —, acontece dia 27, às 20h, no auditório da Santa Casa de Misericórdia e será regido por D’Addona. Já o segundo, ocorre dia 29, às 19h30, no mesmo local, com os alunos dos os Coros Infantil e Juvenil, sob regência de Sanches. Ao todo cerca de 300 alunos participarão das aulas.

De acordo com o diretor geral do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) e da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), a FESNOJIV vem, através dessa visita, que honra acordo de auxílio mútuo entre as instituições, oferecer grandes possibilidades aos jovens músicos campistas e possibilitar o segundo estágio de uma experiência já iniciada.

— Temos uma segunda grande oportunidade. A primeira foi de visitá-los em duas ocasiões este ano, durante debates que reuniram músicos de diversos países da América Latina, a fim de discutir a música que se faz nessa parte do mundo. Agora, recebemo-los em um evento que proporcionará experiência ímpar aos nossos alunos, uma troca que, além de benéfica do ponto de vista dos estudos, os aproxima de uma visão de mundo maior e da vivência de um projeto que ganhou o mundo, que é o Sistema.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Coros se apresentam no Centro Cultural Garotinho

Regido pelo maestro Jardel Maia, o Coro Juvenil, uma das células que compõe a Academia Central de Coros do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC), se apresenta na próxima quarta-feira (13), às 19h30, no Centro Cultural Garotinho. Na mesma ocasião, dez alunos de canto coral, uma matéria que consta da grade de todos os cursos do CCMC, executarão performances variadas.

De acordo com o diretor geral do CCMC e da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), o maestro Jony Willian, a Academia é uma grande conquista da instituição.

— Essa sempre foi uma de nossas metas. Através da Academia, 40 jovens e 50 crianças estudam durante quatro horas por dia, cinco dias pó semana, disciplinas como canto, linguagem musical, repertório coral, laboratório de expressão corporal e canto coral. O objetivo principal deste segmento é capacitar jovens para serem cantores, preparadores vocais e maestros corais. A metodologia, como na maior parte das ações do CCMC e da ORAVI, é inspirada nos moldes venezuelanos, trabalhados através de treinamento em Caracas e da vinda de professores venezuelanos para nosso projeto — diz Jony, que agradece a cessão do espaço. — Gostaria de agradecer ao Centro Cultural Garotinho por abrir suas portas ao CCMC e à ORAVI e permitir que desempenhemos lá parte importante de nosso trabalho.

OUTROS TRABALHOS

Além da apresentação no Centro Cultural Garotinho, acontece, entre os próximos dias 15 e 27, no Auditório Nelly Albernaz, na sede do CCMC, o projeto infantil Do-Re-Mi Fazendo Música, para crianças entre 2 e 10 anos de idade, com oficinas de música e apresentações.

Entre os dias 16 e 25 próximos, acontece a primeira etapa do Seminário Internacional Brasil x Venezuela, que contemplará as orquestras. Já entre 25 e 28, ocorre a segunda etapa do evento, com foco nos coros.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Música de câmara no CCMC

Acontece na próxima sexta-feira (8), às 20h, no auditório Nelly Albernaz, na sede do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC), apresentação de música de câmara. As performances, que serão executadas por alunos da Orquestra Jovem Professora Mariuccia Iacovino, incluirão peças para violino, viola, violoncelo, contrabaixo, clarineta, flauta, oboé, trompa, trombone, trompete e percussão, sempre acompanhados do piano.

Na mesma ocasião, se apresenta o grupo de metais da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), sob regência de Eduardo Lourenço, maestro e professor de trombone da instituição. A direção do evento é do maestro Luiz Maurício Carneiro e a entrada é gratuita.

O CCMC é situado à Rua Alberto Torres, número 223, no Centro de Campos. Mais informações podem ser adquiridas através do telefone (22) 2723-3816.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Duas missões da Venezuela em Campos

O CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) e a ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI) receberão em outubro duas delegações de professores venezuelanos, que, honrando o convênio de auxílio mútuo firmado com o Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (FESNOJIV), virão ao Brasil ministrar oficinas e cursos tanto para professores quanto para alunos de ambas as instituições. A primeira delegação, constituída de quatro membros, que se focarão na atuação das orquestras, chega no próximo dia 16. Um dia antes de sua partida, que acontecerá no dia 25, chega a segunda delegação. Formada por três professores, ela permanecerá em Campos até o dia 30, e trabalhará junto aos coros. Encerrando a participação internacional, acontecerão dois concertos.

GRANDES NOMES

Integrando a segunda delegação – que vem em nome não apenas da FESNOJIV, mas, também, do Conservatório Andino de Fomento (CAF) e da Escola Cantorium de Caracas –, estão a cantora lírica Morgot Pares, que é responsável pela preparação dos cantores da Escola de Canto de Caracas, e Lourdes Sanches, coordenadora nacional de coros da Venezuela e regente do Coro Metropolitano e do Coro Sinfônico Nacional da Venezuela. Elas trabalharão com cerca de 120 jovens, que foram os Coros Infantil e Juvenil. Lourdes regerá, ainda, o concerto de encerramento, que acontecerá dia 29, no auditório da Santa Casa de Misericórdia, às 19h30. Na ocasião, será mostrada ao público a prática de todo o conteúdo trabalhado nas oficinas teóricas e práticas.

Dirigida por Valdemar Rodriguez, coordenador da FESNOJIV, a primeira delegação ainda terá seus nomes revelados, mas será composta por um professor de violino e maestro, um professor de violoncelo, um professor de trompete e maestro, que trabalhará ainda os metais, e um professor de oboé, que tratará também das madeiras. Os quatro ministrarão cursos para os 180 jovens que compõem a Orquestra Infantil, a Orquestra Infanto-juvenil e a Orquestra Jovem Professora Mariuccia Iacovino. O concerto de encerramento acontece no dia 24, em local e hora ainda a serem definidos.

Ambas as delegações percorrem a América Latina, visitando núcleos que possuem laços com a FESNOJIV. No Brasil, entretanto, a única instituição a receber a missão, e a ostentar um acordo com o Sistema Venezuelano, é a ORAVI.

A ONG

Atendendo a 1.180 crianças, divididas em 23 corais, cinco orquestras sinfônicas e duas bandas sinfônicas, a ORAVI é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 2004, a partir de convênio com a FESNOJIV, firmado em 1996, quando Campos dos Goytacaz recebeu a primeira visita de uma delegação de professores e maestros venezuelanos que tinham, então, como missão divulgar no Brasil os moldes educacionais do Sistema de Orquestras Juvenis e Infantis. Fruto desse contato pioneiro, a Orquestra Jovem Mariuccia Iacovino, que integra hoje a Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos de Campos, foi criada em março de 1998.

Mantida pelo CCMC, através da ONG Orquestrando a Vida, a orquestra é uma iniciativa inédita não só no Estado do Rio de Janeiro, mas no Brasil e na América do Sul, sendo a primeira orquestra a fazer parte do projeto “Ação social pela música”, idealizado pelo maestro David Machado.

Dessa forma, esse esforço – que garante, hoje, a participação de representantes em cursos e eventos na Alemanha, Venezuela e Estados Unidos e a uma grande apresentação no “VIII Festival del Sol”, na Bolívia – ganhou a deferência de instituições de respeito como a Produtora Dell’Arte, à cuja frente se encontra Myrian Dauelsberg, a Eletrobras e a LLX, companhia de logística fundada pelo empresário Eike Batista.