sexta-feira, 29 de abril de 2011

Grande Concerto Sinfônico

Depois da Abertura da Temporada 2011, com o concerto da Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino, no último dia 09 de Abril, a Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil prossegue com suas atividades, promovendo o Grande Concerto das Orquestras no próximo sábado.
Este é o primeiro encontro de todos os agrupamentos sinfônicos pertencentes ao projeto e o evento acontece em clima de confraternização, onde todos os integrantes têm a chance de conhecer o trabalho realizado por seus companheiros nas diversas apresentações.
Ao final, para fechar em grande estilo e confirmar os ideais de coletividade e companheirismo, todos se reunirão para a execução da última música do programa, formando uma orquestra de grandes dimensões.
O evento tem a direção geral do maestro Jony William Vianna, artística do maestro Luis Mauricio Carneiro e terá a participação dos maestros e maestrinas: Eduardo Lourenço, Marcos Rangel, Fernanda Morais e Isabela Biancardine na condução do programa.

Local: Ginásio do Colégio Laura de Vicunha
Horário: 15h

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Maestro Jony William retorna a Caracas representando o Brasil.


Mais uma vez, o maestro Jony William retorna a Caracas com o objetivo de cumprir uma extensa agenda de reuniões, e discussões acerca das atividades desenvolvidas pela CAF no Brasil. O evento tem como principal objetivo, discutir e avaliar a atuação do banco em diversos países onde trabalha na divulgação e desenvolvimento de projetos relacionadas a Ação Social pela Música.
Nomeando o modelo sócio-educacional venezuelano como exemplo a ser seguido, "O Sistema" tem sido amplamente divulgado através do intercâmbio de conhecimentos, principalmente no que diz respeito ao treinamente de profissionais nas técnicas e particularidades da metodologia.
Em seu discurso, que se deu na tarde de hoje (27/04/2011), o representante brasileiro cita o impacto social do sistema no Brasil, os principais avanços e a importância de manter a continuidade das missões venezuelanas no país.
Através dos depoimentos e avaliações realizadas no 2º Encontro de Líderes do Programa de Ação Social pela Música - CAF, a instituição visa desenvolver seus planos de atuação nos países envolvidos para o período 2011-2012.
A Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos dos Brasil, através da ONG Orquestrando a Vida, além de ser o projeto pioneiro na aplicação da metodologia venezuelana do "El Sistema" no Brasil, tem sido constantemente privilegiada com a realização de seminários e cursos de treinamento com os professores venezuelanos nos núcleos de orquestras e corais.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Encontro de maestros de bandas de musica da região norte e noroeste do estado do Rio.

A ONG Orquestrando a Vida realiza neste domingo dia 17de abril ás 15hs na Lira Guarany o 1º encontro de maestros de bandas de musica do norte e noroeste fluminense. Para abertura desta reunião a banda Sinfonica Hermes Cunha se apresentará para os maestros em um concerto aberto ao publico. O encontro terá como objetivo promover a integração e o aperfeiçoamento técnico musical das bandas do interior do norte e noroeste fluminense, dando aos maestros e musicos cursos para o desenvolvimento de suas bandas. A inclusão social, a troca de experiencias, conhecimento do trabalho das bandas de nossa região, o acesso a novas partituras e mostrar a importantancia e o respeito as bandas serão assuntos tratados neste encontro. As bandas de musica precisam ser resgatar sua auto estima e voltar a mostrar os talentos existentes dos seus musicos, disse o maestro Eduardo Lourenço. Será feito um cadastro de todas as bandas que se ingressarem a este movimento UNIBAND-RJ (Uniaõ das bandas de musica e sinfonicas do interior do estado do Rio de Janeiro-Noroeste Fluminense). A sede deste projeto será nas dependencias do Centro Cultura Musical. A UNIBAND se propõe a ajudar as bandas através de cursos de capacitação e encontros:

. CURSOS

Serão ministrados cursos de aperfeiçoamento com professores de nossa região, nacionais e internacionais para maestros e músicos cadastrados nas suas devidas bandas, esses cursos terão duração pré-determinado pelo diretor e coordenador da UNIBAND – RJ.

Esses cursos serão divididos em:

• Maestro – capacitação e renovação musical;
• Madeiras – cursos ministrados por professores de clarinetas, flautas, oboés, saxofones, etc;
• Metais e Percussão – professores de trompete, trombones, trompas, bombardinos, tubas e percussão em geral;
• Curso de manutenção em instrumentos de sopros – de primordial importância nas bandas, pois percebemos a necessidade de consertar e manter nossos instrumentos.

4. APRESENTAÇOES E ENCONTROS

As apresentações serão de grande importância para o desenvolvimento desse projeto, e serão feitas nas cidades nas quais residem as bandas. Serão feitos grandes concertos reunindo todas as bandas cadastradas formando assim um grande grupo para ser regido por um maestro escolhido dentre as bandas e por um maestro convidado (professor do curso). As apresentações acontecerão sempre em praça pública para o conhecimento de todos e fácil aglomeração do público. Os locais dos cursos, professores e apresentações serão determinado pelo diretor e coordenador da UNIBAND – RJ.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Camerata maestro David Machado inicia suas atividades.


A Camerata maestro David Machado reiniciou suas atividades, na última quarta-feira, com a preparação do seu concerto de abertura, na Série Purac. Esta é mais uma série de concertos promovida pela ONG Orquestrando a Vida e está configurada num total de quatro apresentações em 2011. A primeira acontecerá no dia 28 de Maio, na Igreja da Lapa.
A Série tem características distintas e busca abordar um repertório de obras escritas especialmente para pequenas orquestras, desde o Barroco ao Classicismo, com apresentações intimistas.
Todos os concertos contarão com a presença de solistas, porém, a particularidade está em dar oportunidades aos jovens talentos campistas da Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino. No primeiro concerto, a orquestra atuará juntamente com o jovem oboísta Dereckson Feliciano, promissor talento atuante na Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil que, desde cedo, tem demonstrado profundo senso artístico e disciplina.
Todos os concertos estarão sob a condução do jovem maestro Marcos Rangel.

Direção Geral: Mo.Jony William Villela Vianna
Direção Artística: Mo.Luis Mauricio Carneiro


domingo, 10 de abril de 2011

Grande concerto com a Orquestra Mariuccia Iacovino.
















Acabo de chegar do nosso primeiro concerto da Temporada/2011, trata-se da Série Sinfônica, na qual a Orquestra Sinfônica Mariuccia Iaconvino, juntamente com solistas e grupos convidados, se apresentará na Igreja São Francisco no decorrer deste ano.
Quero ressaltar os momentos emocionantes de energia e musicalidade presenciados naquele lugar, a orquestra esteve viva e brilhante. Bravo aos músicos da orquestra e um agradecimento especial aos nossos convidados, o Brazilian Pipe.


Luis Mauricio Carneiro

maestro

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Coordenadores do Aprendiz/Niterói visitam as atividades da ONG Orquestrando a Vida.


A Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil recebeu a visita dos coordenadores do Projeto Aprendiz de Niterói, uma iniciativa da prefeitura dessa cidade que, através de atividades sócio-artísticas, principalmente no âmbito musical, promove a inclusão social e a valorização dos alunos pertencentes a diversos polos espalhados pela cidade e cediados em escolas. Uma filosofia muito semelhante a que utilizamos nas nossas atividades e que, ultimamente, vem sendo muito divulgada na mídia em geral e praticada, cada vez mais, por instituições do terceiro setor.
A visita teve a principal intensão de aprofundar os conhecimentos a respeito da aplicação do sistema de orquestras infantis e juvenis, visando um intercâmbio de conhecimentos e reextruturação do projeto niteroiense.
Todos ficaram impressionados com o que viram, tanto em relação a qualidade quanto a metodologia utilizadas no treinamento dos jovens músicos, porém, o que mais chamou a atenção dos visitantes foi o entusiasmo e o amor com o qual o trabalho é desenvolvido, como ressaltou a soprano Grace Costa, coordenadora recém empossada.

"Fiquei impressionada com tudo o que vi: o bom aproveitamento de toda possibilidade de espaço físico para acomodar alunos e professores, a fim de que se possa dar a oportunidade de estudo e convivência ao maior número possível de crianças e jovens em um ambiente que contagia a todos com música...A oportunidade destas breves horas de convivência confirmaram que apesar de todas as dificuldades, principalmente financeiras, quando se tem conhecimento e amor pelo que se faz, o processo de aprendizagem se realiza com qualidade e, o mais importante, resgatando e transformando vidas!"

"...quando voltei à Campos, senti aquela mesma alegria juvenil, agora alimentada não só pelos olhos de vocês mas por uma explosão de sons: acordes, escalas, timbres, dinâmicas, energia vinda de centenas de crianças e jovens que pouco a pouco são transformados em virtuosos instrumentistas, que desenham as sinfonias com seus movimentos precisos e com a convicção de que fazem o melhor para si e para o mundo.
Queridos amigos, devo confessar que estou em êxtase até hoje e que nenhuma palavra escrita ou dita, dará a dimensão do que testemunhei. Vocês realmente estão ORQUESTRANDO A VIDA."
Declara a violoncelista e maestrina, Neriza Aldrighi.


domingo, 3 de abril de 2011

Abertura da temporada de concertos em Abril.



Será aberta, no próximo dia 09, a temporada de concertos/2011 da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil, com a apresentação da Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino na Igreja São Francisco às 20h.

Nessa oportunidade, estarão atuando como convidado especial, o "Brazilian Pipe", um dos únicos grupos de gaitas escocezas no Brasil, trazendo um aspecto curioso e folclórico à programação. Esta é a segunda oportunidade que os dois grupos se encontram, a primeira em Junho de 2010, reservou grandes surpresas e certamente esta não será diferente. O Brazilian Pipe é dirigido pelo maestro José Paulo Pereira Filho.

O concerto faz parte da Série Sinfônica que, nesta temporada, está composta por sete apresentações e contando com a presença de agrupamentos e solistas convidados para performances conjuntas com a orquestra . Na temporada anterior, além do “Brazilian Pipe”, a orquestra campista recebeu a soprano Neti Szpilman, o tenor Max Wilson, a Orquestra Brasileira de Harpas, dentre muitos outros amigos musicais que, em clima de parceria, abrilhantaram os concertos com performances inusitadas.


A ONG Orquestrando a Vida, entidade sem fins lucrativos que mantém e administra as atividades da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil, prevê quatro séries de concertos para a temporada/2011. A Série Sinfônica, protagonizada pela Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino, a Série Purac, com a Orquestra de Câmera Maestro David Machado e Projeto "Banda na Praça" e a Série Música na Escola


A atuação da ONG junto à comunidade campista é algo relevante e inovador que abrange, desde os procedimentos de socialização através das práticas musicais sinfônicas até o treinamento e a formação de jovens visando uma futura atuação profissional. A programação tem a direção geral do Mo. Jony William Vianna e artística do Mo. Luis Mauricio Carneiro.





Serviço:
Data: 09/04/2011 Local: Igreja São Francisco
Av.13 de Maio s/n
Centro/Campos dos Goytacazes—RJ



segunda-feira, 28 de março de 2011

O sucesso do projeto "Banda na Praça" foi inevitável...

Na última quinta-feira (24/03) foi aberta a Temporada/2011 do projeto "Banda na Praça", mas uma das programações promovidas pela ONG Orquestrando a Vida, com o principal objetivo de divulgar uma das suas vertentes musicais, além de proporcionar a prática da performance aos integrantes do grupo.
A programação foi protagonizada pela Banda Sinfônica Hermes Cunha e o local, o Jardim Maria de Queiroz ou, tradicionalmente conhecido como "Jardim do Liceu", um dos pontos mais tradicionais e belos da cidade, com ávores muito antigas, belos canteiros de flores, plantas  e um coreto típico.
O grupo se apresentou com muito sucesso, afinal, como tradicionalmente em muitas cidades do interior brasileiro, as bandas musicais exerceram um papel pontual em toda a cultura e sua divulgação, não foi diferente na cidade de Campos.  Na realidade, o projeto promove um retorno ao passado, quando as pessoas costumavam ir às praças e ouviam as bandas tocarem...
Outras programações nesse formato estão previstas no decorrer do ano e a banda estará se apresentando em outras praças campistas.

terça-feira, 22 de março de 2011

Lançamento do Projeto Banda na Praça


A ONG Orquestrando a Vida lança nesta quinta-feira, dia 24/03, às 17h30min, em frente ao Colégio Liceu de Humanidade de Campos o Projeto Banda na Praça com a Banda Sinfônica Hermes Cunha da própria ONG. Este projeto tem uma programação com regularidade bimestral e os locais utilizados serão as praças da cidade.

A Banda Sinfônica Hermes Cunha é composta por 48 adolescentes inseridos na faixa etária dos 12 aos 17 anos que, através da prática regular e das apresentações, aprimoraram seus conhecimentos técnicos e artísticos.

Tendo como maestro titular o professor Eduardo Lourenço Rangel, a Banda recebe o nome do campista e músico-cantor Hermes Cunha a partir deste ano de 2011, homenageando um grande incentivador da cultura musical de nossa cidade.

O repertório será composto de peças conhecidas do grande público:

Dobrado Janjão- Música: Joaquim Antonio Naegele; Peacemaker, Música: Karl King e Arr. James Swearingen; Centuria Overture For Band- Arr. James Swearingen; Morricone For Band Morricone – de Mey Flaschback e Arr. Paul Murtha

A Banda Sinfônica Hermes Cunha se apresentará ainda este mês dentro do Encontro de Maestros de Banda da Região Norte e Noroeste do Estado do Riode Janeiro, além do Encontro de Bandas em Leopoldina – MG.

Segundo o maestro Eduardo Lourenço, "´...é uma alegria muito grande estar participando de encontros de bandas e de projetos nas praças e estar dividindo a alegria, o talento e a energia das crianças da ONG com do público. Além de estar levando o nome da nossa cidade para outras cidades brasileiras".

A direção geral é do maestro Jony William, direção artística do maestro Luis Mauricio Carneiro e direção musical do maestro Eduardo Lourenço.

domingo, 20 de março de 2011

Academia de Orquestras investe na formação de novos maestros.

O ano de 2011 iniciou com muitas propostas e metas para  a Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos, não somente no que está relacionado ao repertório abordado pelas orquestras que integram o projeto, mas principalmente, pelo investimento na formação dos jovens visando, em um futuro próximo, a ampliação das atividades educacionais e musicais.
O principal trabalho desenvolvido pela Academia está diretamente relacionado à formação e manutenção de orquestras infantis, juvenis e jovens em suas diversas configurações, para tanto, tem sido fundamental promover e motivar o estudo da regência, o que permitirá a expansão imediata de todo o processo educacional.
"... a classe de maestros tem sido uma experiência muito gratificando, em meio a todas as outras atividades que realizamos em nosso projeto, foi surpreendente ver o interesse de tantos jovens, quando lançamos a idéia e comunicamos nas orquestras que, a partir de 2011 estaríamos implantando essa atividade, vimos muitos interessados buscando informações e se habilitando.  Em princípio, avaliamos ser, em grande parte, curiosidade de adolescentes e que, com o tempo, muitos desistiriam.  Bom! Não é o que estamos constatando e isso tem se tornado mais interessante, porque observamos os alunos participantes perguntando e nos observando na condução dos ensaios e avaliando a forma com a qual regemos as orquestras, isso é realmente maravilhoso!
Muitos talentos já estão surgindo e é possível perceber  que, mesmo os mais tímidos, possuem uma liderança interior e exprimem seus desejos musicais e artísticos com propriedade..." relata o maestro Luis Mauricio Carneiro.
O ambiente não poderia ser mais propício ao aprendizado, a compreensão e o aprimoramento de uma arte tão complexa quanto a regência, o núcleo campista possui diversas orquestras e instrumentistas, o que possibilita manipular e perceber as nuances da linguagem gestual com maior eficiência.
As classes têm funcionado com regularidade e a turma, com dezesseis alunos, vem sendo orientada através do trabalho em parceria dos maestros Luis Mauricio Carneiro e Marcos Rangel, em breve, teremos novos maestros e maestrinas atuando na condução dos concertos promovidos pela ONG Orquestrando a Vida, em sua vertente educacional, a Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Angelo Grillo deixa sua marca em Campos


Um cidadão do mundo sempre carrega uma grande bagagem. Não malas, sacolas ou bolsas, mas memórias. Angelo Grillo, chegou ao Brasil com uma bolsa de roupas e seu clarinete, para um congresso de músicos. Deixou o país neste domingo, porém, levando mais do que isso. Levando histórias que se juntam ao já grande repertório de um jovem ousado, que deixou seu país de origem para aprender outra língua e uma profissão, mas que, no meio do caminho, criou uma banda de rock, viajou pelo leste europeu e chegou mesmo a fazer sucesso. Já homem, porém, esse jovem, que em seus tempos de guitarra flertava com jazz e administrava crises internacionais com os colegas do grupo, descobriu no instrumento que imortalizou o jazzista Artie Shaw sua nova paixão e na música erudita, o canal para expressá-la. Viajando e viajando, chegou até as salas de aula da ONG ORQUESTRANDO A VIDA, onde ensinou e aprendeu.
DEDICAÇÃO

Nascido na Sardenha, ilha do mediterrâneo pertencente à Itália, Grillo era de família humilde. A mãe trabalhou para se formar médica e o pai, ainda encontrava tempo para trabalhar como voluntário junto a viciados em entorpecentes. Mesmo, a vida difícil, porém, não privou o Angelo e a irmã da cultura. E a música, veio como conseqüência, embora quase por acaso.

— Lembro que ainda muito pequeno, minha mãe me levava ao teatro, não sem algum sacrifício. Quando estava doente ou caía de cama, ela colocava Beethoven e Bach, para que eu pudesse melhorar. Assim, fui tomando gosto pela arte. Mas meu início na música aconteceu quando meu avô paterno comprou um teclado pequeno, porque havia colocado na cabeça que queria aprender a tocar. Ele, porém, não se deu bem com as aulas e acabou encostando o instrumento. Um dia, quando minha mãe entrou em meu quarto, eu estava tocando a música de uma propaganda. Tirei de ouvido. Então, me disse que devia estudar — relembra Grillo, que toca, ainda, piano e bateria.

Como sua cidade natal era pequena e não possuía conservatório, Angelo acabou se afastando, enquanto músico, das peças eruditas. A guitarra tornou-se não apenas objeto de aprendizado, mas meio de se aproximar de outros adolescentes. Quando foi para a Escócia, aos 18 anos, montou, junto de dois alemães, um francês, um inglês e um espanhol o Terminal Blue.

— Fui para a Escócia estudar enfermagem, pois descobri que lá havia bolsa para todos os alunos. Contou, também, para a escolha do curso a experiência de meu pai como voluntário e de minha mãe, como médica. Juntei-me a outros imigrantes e montamos o Terminal Blue. Era engraçado, pois, como cada um vinha de um país, tínhamos que administrar nossas idéias e vontades, a fim de chegar a um som coeso. Viajamos por quase toda a Europa Oriental e acabamos fazendo sucesso Lituânia e na Eslováquia. No fim, porém, a banda se separou, pois tínhamos objetivos diferentes: para os meus companheiros, a banda era um passa tempo entre os estudos que lhes dariam as profissões que sempre quiseram. Para mim, a música era a finalidade do meu esforço. Queria viver da música e achava que, para isso, tinha que ser famoso.

E foi cinco anos depois de embarcar para Edimburgo, na Escócia, que Grillo descobriria o instrumento que o possibilitaria realizar seu sonho.

— Aos 23 anos, descobri o clarinete. Minha irmã havia ganhado um de presente de natal de meu pai. Peguei, comecei a brincar. Em duas semanas tocava melhor que ela em seis meses, por já ser músico. Ela deixou o instrumento comigo e comecei a me dedicar. Pensei, “agora vou estudar sério”. Assim, parti para Barcelona, onde fiz conservatório. Quando terminei o curso, dei um basta. Queria música e não trabalharia mais de enfermeiro. Cheguei a tocar na rua, que é um ótimo termômetro para sua habilidade. Se você ganha dinheiro é porque está trocando bem — afirma Grillo, que, depois, se mudou para as Ilhas Canárias, onde integrou uma orquestra por três anos.

Foi quando decidiu vir ao Brasil, para um congresso de músicos em Curitiba, que Grillo, conhecedor apenas do samba e da bossa nova, cruzou o caminho das crianças de Campos.

— Em Curitiba, conheci Sarah, professora de flauta da ONG, e Marcos, maestro. Fomos juntos às oficinas, travamos amizade e acabamos tocando na orquestra formada ao fim do evento. Como trabalhei com crianças lá em Barcelona, resolvi vir a Campos — diz Angelo, que relembra com carinho aquela memória que passará a integrar a sua bagagem de andarilho do mundo. — Nunca me esqueceria da vontade de aprender dessas crianças. O primeiro é a vontade de criança de aprender. Estou acostumado a dar aulas para crianças ricas européias, que não têm dificuldade de estudar. Porém, aqui, há aqueles que não têm nada, nem mesmo o instrumento. Tem de usar o da escola. Mas há sanha enorme por conhecimento. Não tinha que falar nada duas vezes. Fala a primeira e eles faziam. Então, é surpreendente. Conduzi um concerto de Tchaikovsky e foi muito bonito.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ORAVI precisa de espaço

Tudo tem um prazo de validade, inclusive o espaço. Embora tenha um vasto calendário programado para 2011, incluindo duas séries de concertos, uma na histórica Igreja São Francisco e outra na Igreja da Lapa, ambas em Campos, que acontecerão ao longo do ano; a vinda de duas novas missões da Conservatório Andino de Fomento (CAF) e a abertura de uma nova orquestra, que será composta por cerca de 150 crianças, a ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC) começa a ficar sem espaço para abrigar os mais de 1,2 mil alunos que atende atualmente.

Instalada há 15 anos em um antigo casarão na Avenida Alberto Torres, a ORAVI ocupa espaço cedido pelo CCMC, que cuida de todas as expensas da instituição relacionadas ao imóvel, como água, luz, telefone e aluguel. Com 23 corais, seis orquestras sinfônicas, duas bandas sinfônicas e a possibilidade de aumentar esse número em breve, o prédio se torna cada dia menor, o que vem causando uma série de problemas.

— Através da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil contribuímos para a profissionalização e socialização de centenas de crianças e jovens entre 7 e 19 anos, através de um ensino musical de alto nível. Atendemos moradores de abrigos de nossa cidade, bem como moradores da periferia. A ORAVI tem, hoje, uma fila de espera de mais de dois mil candidatos a alunos, oriundos de famílias que esperan ansiosamente ver seus filhos contemplados. Entretanto, infelizmente, não temos espaço e nem instrumentos suficientes para continuar a acolher essas pessoas sem comprometer o ensinamento dos demais. Estamos prontos para crescer, mas nos falta um local que seja capaz de acompanhar esse crescimento — diz Jony William Vianna, diretor da ORAVI.

Segundo o professor de violoncelo e diretor financeiro da instituição, Charles William, a superlotação faz com que os alunos tenham de ter aulas em locais improvisados, como corredores e salas que anteriormente serviam a outros objetivos.

— Não há número de salas suficiente para abrigar todos os turnos de aulas de cada instrumento que ensinamos. Por isso, somos obrigados a ministrar aulas em corredores e dividir salas, o que acaba gerando transtorno de horário. Até a sala de espera teve de ser desmontada para virar sala de aula. São, atualmente, cerca de 20 turmas desalojadas.

Dessa forma, as limitações físicas começam a se impor sobre as possibilidades da instituição.

— Sabemos o que queremos e onde queremos levar nossos jovens. Trabalhamos incansavelmente para dá-los um futuro brilhante. Sonhamos com uma Campos semeada de orquestras, bandas e coros. A dor de ver tantas crianças e jovens disprivilegiados é enorme e não podemos nos acomodar diante desse quadro — justifica, Jony, a luta.

Cadastrada no Ministério da Cultura, a ONG, que foi agraciada, no fim do ano passado, com o título de utilidade pública está apta a receber financiamentos através da Lei Rouanet de incentivo à cultura, de forma que pessoas físicas e jurídicas podem colaborar com o prosseguimento desse trabalho.

— Pedimos aos nossos governantes, aos empresário e cidadãos de Campos que ajudem a construir um futuro melhor para essas crianças. Ajudem a conquistar um local que seja adequado aos seus estudos e digno daquilo que só existe para eles, que é a Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil — apela Jony.

Curso de Formação de Monitores e Maestros 2011


A ONG Orquestrando a Vida se preocupa com o futuro, preparando monitores e maestros através de encontros e reuniões e reciclagens. A preocupação está em formar as pessoas para atuarem no campo técnico, pedagógico, artístico e social, focando a relação professor e aluno. São mais de vinte e cinco monitores e maestros que se preparam para o campo de trabalho, entendendo a necesidade de dominar as técnicas instrumentais de forma aprofundada, mas que tão importante quanto esse aspecto, está a capacidade de lutar para superar as dificuldades que cercam a realidade do projeto. Nosso maior lema é a multiplicação. Multiplicar nossas atitudes positivas, nossos conhecimentos, nossas experiências, nossa cumplicidade, enfim, alcançar milhares de pessoas através da música, distribuindo oportunidades de crescimento e de auto-conhecimento.
Entender esta filosofia de trabalho é fundamental para a formação de um monitor e futuramente, um professor da Academia de Orquestras e Coros Sinfônicos do Brasil, não basta somente ser músico, tem que ser mutiplicador.
A direção artística pedagógica prepara muitos outros encontros temáticos para o ano de 2011, nos quais, todos os monitores terão a oportunidade de amadurecer através do contato com os professores, maestros e líderes.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Venezuela celebra o 36º Aniversário da FESNOJIV

O Sistema de Orquestras e Coros Juvenis e Infantis da Venezuela, fundado pelo Maestro José Antonio Abreu, comemora mais um ano com fé firmada na possibilidade de superação das crianças e jovens através da música. São 36 anos de sinônimos da palavra inclusão e de partituras cheias de esperaça; são 36 anos de um apostolado cujos frutos se multiplicam para semear o futuro.
2010 foi um ano de muito crescimento para o sistema, evidenciado pela multiplicação dos núcleos de ensino que existem em várias partes da Venezuela. Todos os núcleos espalhados pelos estados venezuelanos estão preparando concertos e atividades para celebrar os 36 anos em diferentes palcos, transformando cada comunidade em uma grande família unida através da música.
Os músicos que integram as orquestras: Sinfônica da Juventude Venezuelana, Sinfônica Juvenil Tereza Carreño, Orquestra Juvenil de Caracas, Ensamble de Metais, Orquestra Sinfônica Nacional Infantil, que ultimamente tem sido notícia dentro e fora do pais, se formaram dentro do sistema e agora dividem o ensinamento em todos os núcleos situados em todos os estados da Venezuela.
No momento existem 280 núcleos espalhados por toda a Venezuela e em cada um deles existem diferentes orquestras pré-infantis, infantis, jovems, além dos grupos corais. Cada estado tem uma orquestra estadual infantil, jovem e um coro, integrados por músicos selecionados dos diferentes núcleos existentes.
A partir de fevereiro, cidades, casas, igrejas, praças, organizações educativas e culturais, serão palco de uma grande festa musical que será comemorada em todo o pais, com diferentes ritmos, a festa do sistema de orquestras e coros infantis e juvenis da Venezuela.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ORAVI está com inscrições abertas para 2011



Sempre quis aprender canto? Sonha tocar algum instrumento? Tem paixão pela música? Deseja iniciar estudos que podem guardar a chave de seu futuro profissional? Quer que seu filho aprenda a tocar e a cantar? Então venha conhecer os cursos da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL DE CAMPOS (CCMC). São diversas vagas abertas para o período letivo de 2011, tanto para orquestras quanto para coros. As inscrições, destinadas a crianças e jovens entre 7 e 17 anos, se iniciam dia 16 de novembro. Os interessados devem procurar a secretaria do CCMC, situada à Avenida Alberto Torres, número 223, centro. Mais informações através do telefone (22) 2722-3630. É o mundo da música ao alcance de todos.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Professores vêm de longe dar aulas para alunos carentes na ORAVI



O desejo de ajudar ao próximo e oferecer um futuro melhor para crianças carentes une não apenas músicos e professores campistas. E uma prova de que solidariedade não tem fronteiras e que boa vontade torna grandes distâncias um mero detalhe é a dedicação dos professores paulistas Angelino Bozzini e Diocles Silva, o Feijão, aos alunos da ONG ORQUESTRANDO A VIDA (ORAVI), do CENTRO CULTURA MUSICAL (CCMC). Segundo eles, as muitas horas em um ônibus para ir e para voltar são plenamente recompensadas.

DAR E RECEBER

Nascido em São Paulo, capital, o professor de trompa Angelino Bozzini, de 53 anos, atuou, entre outras, nas Orquestras Sinfônicas Jovem e Municipal de São Paulo, na Orquestra Sinfônica daquele estado e na Orquestra Sinfônica de Guarulhos. Na Alemanha, integrou a Landastheater Orchester e a Akademie Orchester. Foi parte do sexteto de trompas Grupo Álamo, esteve nos projetos Pró-Bandas, da Funarte, e no Guri. Recebeu convite para integrar o corpo docente da ORAVI há cinco anos. Angelino vê no trabalho não apenas formação profissional, mas, também, preparação para a vida.

— Acredito que o trabalho desenvolvido pela ORAVI tem uma dimensão muitas vezes maior do que aquela que salta à vista em um primeiro momento. Além da educação e formação musical de alto nível, há a influência decisiva no processo de socialização de cada aluno, bem como na formação de sua personalidade — diz, acrescentando: — Um aluno que passa pelo sistema da ONG torna-se, além de um músico muito bem preparado, um cidadão íntegro e uma pessoa conectada com a vida e com perspectivas de desenvolvimento pessoal, muito além do estado de carência em que lá ingressaram.

Já Diocles, de 49 anos, é natural de Alumínio, também em São Paulo, e dá aulas de contrabaixo aos alunos campistas. Tocado junto de grupos como as Bandas Sinfônicas de Cubatão e Tatuí, a Camerata Jovem de São Paulo, a Jazz Sinfônica e Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Atualmente, trabalha com a Cia. Minaz. Há três anos na ORAVI, Feijão compartilha da visão do companheiro.

— Vejo um trabalho de alto nível da diretoria e dos professores na formação de músicos e cidadãos. É gratificante fazer parte disso, porque a ONG vem desenvolvendo um projeto único e diferenciado na formação dos alunos. É aqui que colho os resultados do ensino musical e há sempre uma troca de informação entre professor e alunos. Não tem preço, ver essas crianças tendo acesso a um excelente trabalho!

Dessa vez, é Angelino quem faz eco.

— De fato, é extremamente gratificante. Se fosse estivesse no meio da Selva Amazônica, eu iria com o mesmo prazer! Existem momentos em que me pergunto quem ajuda quem. O meio da música profissional anda muito contaminado pelas idéias nocivas do neoliberalismo. Produtividade, produto vendável, evidência no mercado e conceitos afins têm sido os norteadores da atividade artística no momento. Trabalhar com os alunos da ONG me coloca novamente em contato o a essência da música e com o verdadeiro sentido artístico e humano de nossa atividade. É uma troca muito frutífera!